O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reafirmou, em entrevista ao Portal Uol, sua defesa por um mandato para ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), ressaltando que era uma proposta presente no programa de governo do PT em 2018. Lula argumentou que a permanência vitalícia no cargo não é justa, sugerindo um limite de tempo. Ele destacou que a decisão final sobre essa medida cabe ao Congresso Nacional e espera que projetos nesse sentido sejam apresentados na Câmara dos Deputados ou no Senado. Lula enfatizou que a discussão não está relacionada aos eventos de 8 de janeiro.
A pauta do mandato para ministros do STF não é nova para Lula, que já a defendeu diversas vezes ao longo de sua carreira política. Em 2013, por exemplo, ele criticava a aposentadoria compulsória aos 70 anos. Em declaração recente após um evento da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), reiterou a necessidade de renovação em todos os setores, incluindo o judiciário. A atual conjuntura em que ministros do Supremo têm sido questionados por sua conduta, especialmente após o caso do Banco Master, reforça a urgência dessa discussão. O presidente do STF, Edson Fachin, anunciou a criação de um Código de Conduta para os ministros, com a ministra Cármen Lúcia como relatora deste processo.
Durante a entrevista, Lula também abordou o caso do banqueiro Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, que alegou estar sofrendo perseguição. O encontro entre os dois, ocorrido fora da agenda presidencial em dezembro de 2024, levantou questionamentos. Lula explicou que já havia recebido outros empresários em situações semelhantes. Essas declarações ocorrem em um contexto conturbado entre os Poderes, marcado por tensões e questionamentos sobre a atuação do judiciário. O debate em torno de um mandato para ministros do STF segue como uma das propostas de mudança no cenário político nacional.




