Adolescente suspeito de agredir cão Orelha: polícia aponta envolvimento após análise de imagens e testemunho de menina no caso em Florianópolis

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Caso Orelha: menina em vídeo com adolescente no dia das agressões a cão ‘não viu
ataque’, diz polícia

Imagens mostram o adolescente saindo do condomínio onde estava hospedado, em
Florianópolis, às 5h25 do dia 4 de janeiro, e retornando às 5h58 acompanhado de
uma amiga. Polícia Civil pediu a internação dele.

Polícia explica pontos que ajudaram a apontar suspeito das agressões ao cão
Orelha [https://s02.video.glbimg.com/x240/14314333.jpg]

Polícia explica pontos que ajudaram a apontar suspeito das agressões ao cão
Orelha

A menina que aparece em um vídeo andando com o adolescente suspeito de agredir o
cão Orelha
[https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/02/03/policia-internacao-adolescente-suspeito-agredir-cao-orelha-entenda-lei.ghtml]
não presenciou o ataque que levou o cachorro comunitário à morte na Praia Brava,
em Florianópolis [https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/cidade/florianopolis/],
segundo a Polícia Civil. A investigação foi concluída na terça-feira (3)
[https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/02/03/cao-orelha-policia-adolescente-agressoes-cachorro-comunitario-florianopolis.ghtml]e
a polícia pediu a internação provisória do jovem
[https://g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2026/02/03/policia-internacao-adolescente-suspeito-agredir-cao-orelha-entenda-lei.ghtml],
que foi representado por maus-tratos.

As imagens mostram o adolescente saindo do condomínio onde estava hospedado às
5h25 de 4 de janeiro e voltando às 5h58, acompanhado de uma amiga, segundo a
polícia. As agressões teriam ocorrido nesse intervalo de tempo, por volta de
5h30.

De acordo com a delegada Mardjoli Valcareggi, a menina foi ouvida e a polícia
descartou o envolvimento dela na agressão. A conclusão foi possível, segundo a
Polícia Civil, após a análise de mais de mil horas de imagens. Outros detalhes
não foram divulgados.

“Ela não permaneceu com o adolescente durante todo o tempo e também não
presenciou qualquer agressão ao animal”, informou.

Delegado Renan Balbino explicou como que a participação dos outros
adolescentes inicialmente investigados no caso do cão Orelha foi descartada.
Segundo ele, a polícia chegou à conclusão de que as agressões ocorreram na
madrugada de 4 de janeiro, em um intervalo de cerca de 35 minutos.

A partir disso, os investigadores passaram a verificar quais adolescentes
estavam nas proximidades do local onde o cão foi agredido.

“A partir daí, passou-se a verificar quais desses adolescentes estavam nas
proximidades do cão agredido. Dois deles conseguiram comprovar que não estavam
nem próximos do local onde houve as agressões. Outros dois estavam nas
proximidades e, desses, apenas um pôde ser colocado por nós como o mais
próximo de onde o cão foi agredido. Isso, somado a outros elementos de prova,
o colocou como principal suspeito”.

O nome e a idades do adolescente não foram divulgados pela investigação, tendo
em vista que o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) prevê sigilo absoluto
nos procedimentos envolvendo pessoas abaixo de 18 anos.

A Polícia Civil concluiu que o jovem cometeu ato infracional equivalente ao
crime de maus-tratos. Segundo o delegado Renan Balbino, ele “se contradisse em
diversos momentos e omitiu fatos importantes para a investigação”.

Vídeo divulgado pela investigação mostra o adolescente saindo do condomínio
acompanhado de uma amiga. Apesar disso, ele declarou ter ficado na área da
piscina durante todo o tempo.

“A Polícia Científica apoia que Orelha levou um golpe forte na cabeça,
possivelmente causado por um chute ou por um objeto rígido, como madeira ou uma
garrafa.

Segundo Balbino, o ECA estabelece que, para haver internação provisória de um
adolescente na apuração de um
ato infracional, é necessário preencher alguns requisitos, como reiteração
descumprimento injustificado de outras medidas, bem
como o ato infracional praticado com violência e grave ameaça.

“Nesse caso, nós apontamos que esse adolescente investigado no caso Orelha
também foi apontado como autor de outros ato infracionais, sejam eles de
furto, dano, injúria e ameaça. Somando isso, a repercussão social do caso e a
necessidade de garantir inclusive a segurança do próprio adolescente , foi que
nos motivou a representar pela internação provisória”, informou.

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