Polícia Federal investiga destruição de imagens em prédio de ex-presidente do Rioprevidência: suspeita de obstrução em investigação.

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A Polícia Federal está investigando a destruição de imagens de circuito interno de câmeras do prédio onde mora o ex-presidente do Rioprevidência. A perícia realizada pela PF conseguiu recuperar parte das imagens que mostram uma movimentação intensa entre dois imóveis no mesmo edifício. Para a Justiça Federal, essa ação representa uma tentativa de obstrução das investigações em andamento.

O ex-presidente do Rioprevidência, Deivis Marcon Antunes, está sob suspeita de fraude envolvendo o Banco Master. A prisão temporária de Deivis foi determinada pela juíza federal Katia Maria Maia de Oliveira, da 6ª Vara Federal Criminal. Deivis foi preso na terça-feira (3) logo após retornar de uma viagem aos Estados Unidos.

A Polícia Federal suspeita que um grupo liderado por Deivis seja o responsável pela destruição das imagens do circuito interno de câmeras do prédio onde ele reside, localizado em Botafogo, na Zona Sul do Rio de Janeiro. Além disso, Deivis é apontado por obstruir as investigações da PF de várias maneiras, incluindo a retirada de itens de sua casa para um local desconhecido pela polícia.

Durante as buscas realizadas pela Polícia Federal em um apartamento em Botafogo, no dia 23 de janeiro, foi descoberto que as imagens do circuito interno de TV fornecidas por uma empresa eram limitadas a apenas dois dias de dezembro. A PF também identificou que tanto a empresa quanto Deivis tinham acesso para apagar as imagens captadas pelas câmeras.

Além disso, a PF descobriu que Deivis alugou um apartamento no mesmo prédio onde morava, alegadamente para “servir de área de recreação para seu filho”, mas na verdade o imóvel era ocupado pelos irmãos gêmeos Rodrigo e Rafael Schmitz, também presos na mesma operação. A polícia recuperou imagens em que os irmãos retiram itens do apartamento alugado, levando-os para o veículo da sogra de Deivis na garagem do prédio.

As investigações apontam um trânsito suspeito de documentos entre os apartamentos ocupados por Deivis e pelos irmãos Schmitz. A PF constatou a existência de uma caixa de arquivos em uma das imagens, sugerindo atividades que poderiam interferir nas investigações em curso. Diante dessas evidências, a Justiça Federal determinou a prisão temporária dos suspeitos.

O Rioprevidência revelou que realizou aportes de quase R$ 1 bilhão em fundos do conglomerado de Daniel Vorcaro nos últimos anos. A PF considera que essas operações financeiras, supostamente irregulares, expuseram o patrimônio da autarquia a riscos elevados e incompatíveis com sua finalidade. As investigações visam apurar nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024 que envolveram aproximadamente R$ 970 milhões da autarquia.

O Banco Master, objeto das suspeitas de fraude e gestão irregular, está em liquidação extrajudicial desde novembro, após o Banco Central apontar insolvência e possíveis práticas fraudulentas. A PF investiga possíveis crimes de gestão fraudulenta, créditos falsos e lavagem de dinheiro relacionados ao Banco Master e às operações financeiras envolvendo o Rioprevidência. Toda essa situação tem gerado repercussão e levantado questões sobre a segurança e transparência na gestão de recursos públicos no Rio de Janeiro.

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