Presa pela PF ao desembarcar em Viracopos responde por atropelamento em SP e foi condenada por homofobia
Jaqueline Santos Ludovico teve a prisão decretada em janeiro, quando estava na Espanha. Ela também é ré por estelionato em Santa Catarina.
Mulher que agrediu casal gay em padaria no Centro de SP é presa após atropelar jovem
DE Polícia Federal confirmou nesta sexta-feira (6) que a mulher presa ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Viracopos, em Campinas (SP), na quarta-feira (4), é Jaqueline Santos Ludovico. Ela estava na Espanha quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça de São Paulo em janeiro.
Jaqueline, que estava foragida, é condenada por homofobia em uma padaria no Centro de São Paulo em 2024 e responde por atropelar um homem embriagada e fugir sem prestar socorro, no mesmo ano. Ela também é ré por estelionato em Santa Catarina, em um processo de 2025 (leia mais abaixo).
A prisão foi efetuada pela equipe de plantão da PF, que atua no Terminal de Passageiros, quando ela desembarcou de um voo vindo de Madri. A mulher permanece detida na Cadeia Feminina de Mogi Guaçu.
O DE tenta localizar a defesa dela para pedir um posicionamento.
ATROPELAMENTO E FUGA EM SÃO PAULO
Jaqueline Santos Ludovico será ouvida após fazer ataques homofóbicos em padaria de SP. — Foto: Reprodução/Redes sociais
A ordem de prisão foi expedida pela juíza Giovanna Christina Colares, da Vara Regional das Garantias (1ª RAJ – Capital), que acolheu pedido de André Rossi (a vítima do atropelamento) e parecer favorável do Ministério Público.
Na época do crime, em junho de 2024, câmeras de segurança registraram o momento em que Jaqueline passa com seu Honda HRV em alta velocidade e atinge a vítima, que chegou a sinalizar que estava na faixa de pedestre.
De acordo com o despacho, Jaqueline deixou de cumprir o comparecimento mensal em juízo e a proibição de se ausentar da comarca por mais de oito dias sem autorização.
Uma certidão de movimentos migratórios da Polícia Federal indica que ela saiu do país em 9 de outubro de 2025 e não retornou até 5 de janeiro de 2026, data do documento.
Para a juíza, há “fundados indícios” de que a investigada teria se evadido em definitivo do país para viver na Espanha com o filho.




