Perícia encontra vestígios de sangue em casa de mulher desaparecida no RS, diz delegado
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos desde janeiro.
Perícia é feita nas casas da filha e dos idosos desaparecidos no RS
A perícia encontrou vestígios de sangue na casa de Silvana Germann de Aguiar, que está desaparecida há mais de 10 dias, informou o delegado Anderson Spier à RBS TV nesta sexta-feira (6). Além da mulher de 48 anos, os pais dela, Isail Vieira de Aguiar, de 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, também não foram mais localizados.
O material foi coletado na quinta-feira (5) em Cachoeirinha, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Também foram periciados dois veículos da família e a casa de Isail e Damira.
“Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (…) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP”, explica Spier.
Conforme o delegado, o sangue foi encontrado dentro do banheiro e em uma área nos fundos da residência de Silvana. Não havia sinais de luta corporal nem de montagem de cena no local.
“A casa dos pais e dos veículos também foram periciados. Na casa de Isail e Dalmira, um projétil de arma de fogo já havia sido encontrado. O imóvel estava em perfeitas condições, tudo muito organizado”, afirma o delegado.
Os carros do casal e da filha também foram periciados. Foram feitas as perícias nos dois veículos. Não há vestígio, nem de sangue nem de nada. Só impressões digitais, provavelmente dela, no volante, na porta”, acrescenta Spier.
O delegado afirma que a perícia só foi solicitada na quarta-feira pois as equipes precisaram definir a linha de investigação.
No sábado, 24 de janeiro, Silvana publicou em uma rede social que havia sofrido um acidente de trânsito enquanto retornava de Gramado, na Serra. Desde então, seu celular está desligado e ela não fez mais contato.
A polícia confirmou que o acidente de trânsito relatado por Silvana não aconteceu e descarta a hipótese de sequestro, pois não houve nenhum pedido de resgate. As principais suspeitas são de homicídio ou cárcere privado.
Silvana é filha única do casal e mora nas proximidades. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e tem um filho de 9 anos. O menino estava com o pai no fim de semana do desaparecimento.
Os pais de Silvana são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha.




