Presidente da Acadêmicos de Niterói é exonerado da Alerj; escola homenageará Lula no carnaval

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Presidente da Acadêmicos de Niterói é exonerado da Alerj

Wallace Alves Palhares era assistente e estava designado na Comissão de Transportes da casa. Escola desfilará com enredo em homenagem ao presidente Lula.

Lula recebeu a camisa oficial da escola das mãos do Presidente Wallace Palhares. — Foto: Reprodução redes sociais

A Mesa Diretora da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (DE) exonerou do cargo de assistente da Casa, na última quinta-feira (5) Wallace Alves Palhares. Ele é presidente da Acadêmicos de Niterói, que estreia no Grupo Especial do carnaval, no domingo (15), com enredo em homenagem ao presidente Lula.

Além da atuação na Alerj e na escola de samba, Palhares é sócio-administrador das empresas WP Consulting e Fino Trato Selo Musical.

O presidente da Acadêmicos de Niterói tinha sido contratado no ano passado como assessor da Alerj por indicação do deputado Dionísio Lins (Progressistas) e estava alocado na Comissão de Transportes, presidida por Lins. Em janeiro, ele recebeu, somando salário e gratificações, cerca de R$ 8 mil.

Esta semana, o presidente em exercício da Alerj, Guilherme Delaroli (PL), desligou outros 75 comissionados como Palhares — desde o início do ano, foram cerca de 400 demissões.

Acadêmicos de Niterói homenageará o presidente Lula; veja o samba

O DE apurou que boa parte do contingente de assessores dispensados tinha ligações com parlamentares então aliados ao deputado licenciado Rodrigo Bacellar (União), ex-presidente da casa. O interino Guilherme Delaroli (PL) explicou que as dispensas são para “aprimorar a gestão”.

MUDANÇA NA MESA DIRETORA

Bacellar está afastado da Presidência da Alerj desde o início de dezembro, quando foi preso pela Polícia Federal, a mando do Supremo Tribunal Federal (STF), suspeito de vazar informações de uma operação contra o aliado e ex-deputado TH Joias, ligado ao Comando Vermelho.

A Alerj derrubou a prisão e soltou Bacellar, que poderia exercer seu mandato de deputado, mas estava impedido de reassumir a presidência, segundo a decisão do ministro Alexandre de Moraes.

Tão logo pôde retornar, porém, Bacellar pediu licença do mandato, que foi renovada esta semana — na volta do Legislativo —, alegando motivos pessoais.

O QUE DIZEM OS DEPUTADOS

Em nota, Lins declarou que a exoneração “foi uma decisão do presidente em exercício da Assembleia Legislativa, que pode nomear e exonerar quem ele quiser a qualquer momento”.

Também em nota, Delaroli destacou que não comenta casos específicos.

“As exonerações seguem o curso natural da transição na presidência e têm como objetivo aprimorar a gestão e, consequentemente, os serviços prestados à população do Estado do Rio de Janeiro.”

O DE entrou em contato com a Acadêmicos de Niterói e aguarda resposta.

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