O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo de Jair Bolsonaro promoveu um desequilíbrio nas contas públicas, descrevendo a situação como um ‘estupro alucinado’. Durante as comemorações dos 46 anos do PT, em Salvador, Haddad destacou a importância de debater a economia e criticou a falta de argumentos do governo atual para justificar suas ações. Haddad enfatizou que o PT deve esclarecer o legado deixado pela gestão anterior.
Segundo Haddad, a estratégia do governo Bolsonaro visava criar obstáculos que inviabilizassem a gestão de Lula, utilizando a situação fiscal deficitária como uma suposta ‘herança maldita’. Entre os pontos citados pelo ministro estão a flexibilização do acesso ao Benefício de Prestação Continuada, postergação do pagamento de precatórios e ajustes nos programas sociais, como o aumento de repasses ao Fundeb.
Ao assumir o comando da Fazenda em 2023, Haddad implementou medidas necessárias para evitar paralisia governamental. A criação de um arcabouço fiscal foi essencial para garantir a estabilidade financeira do país. Apesar das críticas enfrentadas dentro do PT, Haddad justificou as ações tomadas, como a aprovação da PEC da Transição, que viabilizou a continuidade das operações financeiras.
O ministro ressaltou a importância de políticas inovadoras, como a tributação de offshores, e a necessidade de reduzir os juros básicos para menos de 10%. Haddad defendeu a queda da taxa Selic, que atualmente está em 15% ao ano, e apontou a necessidade de iniciar um ciclo de cortes. O retorno do voto de desempate no Carf e outras medidas também foram destacadas como avanços na política econômica.
Em um contexto em que o Congresso possui apenas cerca de 30% dos votos, Haddad enfatizou a importância de buscar consensos para superar obstáculos e promover mudanças efetivas na economia do país. A defesa de medidas inovadoras e a busca por uma redução dos juros demonstram a prioridade do ministro em garantir a estabilidade financeira nacional.




