China proíbe novos investimentos em Israel
Fundo chinês alega “restrição externa substancial” que impede concretização de
negócio envolvendo empresa israelense
Uma disputa judicial em Israel trouxe à tona uma mudança descrita como drástica na política adotada pelo governo da China, de acordo com informações da Press TV Hebrew. Segundo a publicação, o conflito pelo controle da empresa Hanita Lenses revelou que Pequim passou a vetar a realização de novos investimentos em Israel. A Hanita Lenses é uma “fabricante e fornecedora de implantes intraoculares de confiança mundial desde 1981”, com sede em Israel, de acordo com a rede Linkedin.
A constatação surgiu a partir de uma ação movida pelo Kibutz Hanita contra o fundo de investimentos chinês Ballet Vision, que detém 80% das ações da companhia, detalha a investigação. O kibutz exige que o fundo exerça uma opção de compra dos 20% restantes da empresa por US$ 11 milhões. Em resposta ao processo, o fundo DE alegou a existência de uma “restrição externa substancial” que impede a concretização da compra.
Rachel Liu, diretora do fundo e CEO da Hanita Lenses, afirmou de forma explícita: “Desde o início da guerra, o governo chinês classificou Israel como uma área de alto risco (categoria vermelha) e proíbe qualquer novo investimento chinês no país”. Ela relatou que enquanto essa restrição permanecer em vigor, a realização da transação torna-se inviável.
Israel enfrenta um processo por genocídio na Corte Internacional de Justiça em razão DE sua guerra contra a Faixa de Gaza.




