Cadela Catarina: a mascote tradicionalista de Mano Lima no Rodeio de Vacaria

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Cadela tradicionalista: Mano Lima subiu ao palco com a mascote ‘Catarina’ no Rodeio Internacional de Vacaria

Abandonado, animal foi adotado por gaúcho durante tropeada de 1,5 mil quilômetros entre RS e SP. E virou “xodo” no maior rodeio crioulo do Brasil.

Mano Lima subiu ao palco com a mascote ‘Catarina’ no Rodeio Internacional de Vacaria

Mano Lima subiu ao palco com a mascote ‘Catarina’ no Rodeio Internacional de Vacaria

O cantor Mano Lima cumpriu a promessa e convidou para subir ao palco a cadela Catarina, “mascote” do Rodeio Internacional de Vacaria . O momento ocorreu na noite desta sexta-feira (6), durante o show em que o artista interpretou a música Cadela Baia. A participação chamou atenção pelo fato de a pelagem da cadela Catarina também ser baia, mesma característica citada na letra da canção.

Catarina é companheira do tropeiro Antônio Lima, de Bom Jesus, e ganhou destaque durante o rodeio. No parque do evento, a cadela circulou utilizando um chapéu adaptado e com a bandeira do Rio Grande do Sul junto ao corpo, “montada” sobre um boi.

No meio da poeira levantada pelos cascos e do som das gaitas no Rodeio Internacional de Vacaria, uma figura improvável virou xodó do público. Com o chapéu adaptado na cabeça, lenço no pescoço e a bandeira do Rio Grande do Sul junto ao corpo, a cadela Catarina desfila ao lado do tropeiro Rosmar Lima e arranca aplausos por onde passa. As pessoas param e pedem fotos. A história começou dois anos atrás, longe do parque de rodeios e durante uma verdadeira aventura: uma tropeada de 1,5 mil quilômetros, em julho de 2023, que levou 35 dias para percorrer a distância entre Bom Jesus (RS), onde mora, e Aparecida do Norte (SP).

A rota refez o caminho que homens montados em mulas transportavam mercadorias e tropas entre o Sul e Sudeste do Brasil, entre os séculos XVII a XIX. Ao cruzar por Santa Catarina, Rosmar encontrou a cadela sozinha, aparentemente sem dono, com fome e curiosa, cheirando suas botas. “Eu chamei ela de Catarina porque eu tava em Santa Catarina. Perguntei se ela queria ir embora comigo e ela não me largou mais”, relembra. A parceria estava selada e Catarina seguiu viagem. Em São Paulo, ficou doente. Mesmo assim, o tropeiro não desistiu: colocou a cadela na frente da mula e a levou a cavalo por cerca de 12 quilômetros, debaixo de chuva, até encontrar ajuda.

Com o tempo, Catarina não só se recuperou como passou a compartilhar a rotina campeira. No galpão de Antônio, aprendeu sozinha a subir a rampa e montar nos cavalos. Hoje, é “cavaleira” assumida. “Não posso mexer com animal que ela já quer montar”, conta, orgulhoso, acrescentando que é comum cavalgar com a cadela sobre o lombo da mula. Mansa, ela aceitou naturalmente o chapéu e a bandeira. Em Vacaria, a receptividade surpreendeu até o tutor. Catarina virou uma das figuras mais fotografadas do evento. Até mesmo sobre o lombo de um boi ela é vista. Crianças, adultos, peões e visitantes fazem fila para registrar o momento ao lado da cadela gaúcha. “Aqui no rodeio internacional ela tá muito bem aceita. É muito carinho, muita procura”, diz Antônio.

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