Professora morta por aluno era dedicada nos estudos e cresceu na Bahia; Caso é investigado como feminicídio

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A professora de Direito Penal e escrivã da Polícia Civil Juliana Mattos de Lima Santiago, de 41 anos, foi classificada como uma pessoa dedicada nos estudos e que possuía forte vínculo com a Bahia, onde cresceu e manteve laços familiares. A docente morreu na última sexta-feira, 6, após ser atacada por um aluno dentro de uma faculdade particular, em Porto Velho.

Segundo amigos e familiares, Juliana passou a infância e a adolescência em Salvador (BA), após deixar o Rio de Janeiro ainda pequena com a família. Ela se formou em direito na Universidade Católica do Salvador (Ucsal) e manteve o registro na Ordem dos Advogados da Bahia (OAB) ativo até 2026, além de participar de concursos públicos no estado.

Juliana se mudou para Rondônia após ser aprovada em um concurso público, atuando inicialmente em Vilhena, no interior do estado, antes de estabelecer em Porto Velho, onde atuou como escrivã da Polícia Civil e professor universitária na área de Direito Penal.

Nas redes sociais, amigos de Juliana a classificaram como estudiosa, doce e extremamente dedicada ao trabalho.

Agressão

As agressões ocorreram dentro de uma das salas de aulas da instituição. Em depoimento, o estudante João Cândido da Costa Junior, de 24 anos, confessou os ataques e relatou a polícia que estavam sozinhos quando o crime ocorreu. O agressor informou ter tido um acesso de raiva e desferidos golpes contra a vítima usando uma faca que havia sido entregue por ela ao aluno dias antes do crime juntamente com um doce.

Juliana foi atingida com golpes na região do tórax, perfurações na altura dos seios e um corte profundo no braço direito. Ela chegou a ser socorrida por alunos da instituição e levada até o Hospital João Paulo II, mas não resistiu aos ferimento e veio a óbito.

Já o agressor, após o ataque, tentou fugir do local, mas acabou sendo contido por outro estudante da instituição. Segundo a testemunhas, ele teria ouvido barulho de cadeiras quebrando em uma sala próxima e, ao verificar a situação, encontrou a vítima ferida e o suspeito tentando escapar. O estudante o imobilizou até a chegada da polícia, que efetuou a prisão em flagrante.

A Polícia Civil investiga o caso como feminicídio e analisa aparelhos celulares, além de recolher depoimentos que podem esclarecer a dinâmica do crime e a motivação.

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