A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) está investigado seis mortes suspeitas e 225 casos suspeitos de pancreatite associados ao uso de canetas emagrecedoras desde 2016. As informações são do VigiMed, sistema do órgão, e em relatos de pesquisas clínica com esses medicamentos no Brasil.
As suspeitas de casos de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras ganhou atenção no início desde mês, após um alerta divulgado no Reino Unido sobre 19 mortes de usuários de medicamentos da classe agonista do GLP-1. No Brasil, as investigações de caso e mortes estão envolvidas em diferentes tipos de medicamentos agonistas do GLP-1, como semaglutida, liraglutida, lixisenatida, tirzepatida e dulaglutida.
Segundo a Anvisa, existem 225 notificações de pancreatite associadas ao uso de canetas emagrecedoras no país. O número representa avisos feitos após o crescimento de uso comercial do produto e em pessoas que estavam nos estudos clínicos dos medicamentos. Os casos aconteceram em pacientes de São Paulo, Paraná, Bahia e Distrito Federal.
No sistema VigiMed, os casos relatados aparecem associados aos medicamentos Wegovy, Victoza, Trulicity, Saxenda, Xultophy, Ozempic, Rybelsus e Mounjaro. Apesar disso, a agência informou que não é possível afirmar que os casos estejam, de fato, relacionado com as empresas, já que existem casos de canetas falsas, irregulares ou manipuladas como “similares” às de nome comercial.
Falta de acompanhamento médico
Ao g1, especialistas informaram que o risco de pancreatite em pacientes já é conhecido por médicos e consta, inclusive, na bula de alguns desses medicamentos. No caso do Mounjaro, um dos mais utilizados em questão de emagrecimento, a bula informa que existe risco para inflamação no pâncreas, chamada pancreatite aguda.




