Donald Trump causou polêmica ao criticar publicamente o show de Bad Bunny no Super Bowl LX, associando a apresentação do cantor porto-riquenho a uma “afronta” à grandeza americana. A crítica foi feita em suas redes sociais logo após o encerramento do espetáculo, realizado em Santa Clara, Califórnia. O presidente dos Estados Unidos classificou a performance como “absolutamente terrível”, gerando debate acalorado sobre cultura, identidade nacional e imigração.
Bad Bunny, nome artístico de Benito Antonio Martínez Ocasio, foi o destaque do show do intervalo, trazendo ritmos de reggaeton e a língua espanhola para um dos eventos esportivos mais assistidos nos EUA. A escolha do cantor ocorreu em meio a um ambiente político polarizado, devido às suas posições críticas em relação às políticas de imigração e deportação do governo norte-americano. Trump, por sua vez, reagiu de forma negativa à presença do artista.
O embate entre o presidente e Bad Bunny revela a intensificação da guerra cultural nos Estados Unidos, com o Super Bowl LX se tornando um palco para disputas simbólicas. A crítica de Trump ao show do intervalo reflete sua estratégia de mobilizar sua base eleitoral e transformar questões culturais em instrumento de polarização política. O ataque não se restringe apenas à avaliação artística da performance, mas se estende a um debate mais amplo sobre valores culturais e identidade nacional.
O presidente já havia demonstrado descontentamento com a escolha de Bad Bunny para o show de intervalo, chamando-a de “absolutamente ridícula”. O fato de um artista latino cantando em espanhol ter protagonizado o evento gerou incômodo em setores conservadores alinhados a Trump, que viram na apresentação uma ameaça aos valores tradicionais. O contraste entre o reconhecimento internacional de Bad Bunny e a reação hostil do presidente destacou a polarização existente na sociedade norte-americana.
Além da crítica ao show de Bad Bunny, Trump enfrentou backlash por sua postura em relação ao espetáculo, com a divulgação de um evento alternativo conservador como resposta ao Halftime Show. O ato foi promovido pelo grupo Turning Point USA, fundado por aliados do presidente, e buscava ser uma alternativa ideológica à performance do cantor porto-riquenho. A controvérsia gerada pelo episódio evidenciou como a cultura, a imigração e a guerra simbólica se entrelaçam nos EUA.
Mesmo com a partida entre o Seattle Seahawks e o New England Patriots em curso, o foco do debate público foi desviado para a controvérsia em torno do show do intervalo e a reação de Trump. O presidente reforçou seu posicionamento político ao criticar a apresentação de Bad Bunny, transformando a questão em um tema central de sua agenda. A repercussão global do Super Bowl LX intensificou o alcance da polêmica, evidenciando como eventos culturais se tornaram arenas de batalha política nos dias atuais.




