Foi um homicídio premeditado’, diz advogado da família de Rodrigo Castanheira
Albert Halex afirma que grupo armou emboscada contra o adolescente e defende que todos os ocupantes do veículo sejam responsabilizados. Rodrigo Castanheira foi velado e sepultado neste domingo (8).
Morre adolescente agredido após briga por chiclete no DF
O advogado da família de Rodrigo Castanheira afirmou, na tarde deste domingo (8), que a morte do adolescente foi resultado de um ‘homicídio premeditado’.
Rodrigo morreu na manhã deste sábado (7), depois de 16 dias internado em estado gravíssimo após ser espancado durante uma briga.
Segundo Albert Halex, a agressão não foi um ato isolado, mas uma emboscada organizada por um grupo. Ele reforçou que ‘existem outros elementos’ que apontam para o envolvimento de mais pessoas no crime.
> “Foi um homicídio premeditado por um grupo que realizou uma emboscada. Então, todos aqueles que estavam dentro do veículo deverão responder pelo homicídio”, declarou.
O advogado explicou que o episódio teve início em um desentendimento entre Rodrigo e um adolescente mais novo, colega de escola do jovem.
Segundo ele, esse adolescente — que seria amigo de Pedro Turra, agressor preso — teria motivado o ataque. “Ciúmes, vários episódios, inclusive, Rodrigo Castanheira, temos a notícia de que ele queria mudar de sala por causa da perseguição deste garoto”, afirma o advogado.
Ainda segundo ele, a delegacia informou que o caso já é tratado como homicídio. A defesa acredita que o crime foi doloso (quando há intenção de matar), diante dos indícios de emboscada.
AGRESSOR PRESO
O agressor, de 19 anos, foi identificado como Pedro Arthur Turra Basso. Inicialmente ele foi preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois.
Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda e permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade.
A defesa de Pedro Turra divulgou nota neste sábado (7) afirmando que a família do piloto “lamenta profundamente o falecimento de Rodrigo Castanheira”.
Durante a agressão, Rodrigo levou uma sequência de socos, caiu e bateu a cabeça na porta de um carro. Ele sofreu traumatismo craniano e chegou a ter uma parada cardiorrespiratória de 12 minutos.
O jovem foi levado para um hospital particular em Águas Claras, onde permaneceu em coma induzido desde a madrugada de 23 de janeiro. Ele não resistiu e morreu neste sábado (7).
Em nota o Hospital Brasília Águas Claras confirmou que, ‘apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais’.
O agressor foi inicialmente preso e liberado após pagar fiança de R$ 24,3 mil, mas a Justiça decretou sua prisão preventiva dias depois.
Pedro Turra está detido no Centro de Detenção Provisória (CDP) da Papuda e permanece em cela individual após relatar ameaças dentro da unidade.
Quando chegou à Papuda, o piloto teve sua foto registrada. Ele estava com a cabeça raspada e o número de registro, assim como os demais detidos que chegam ao sistema prisional.
Em nota divulgada nesta quinta-feira (5), os advogados afirmaram que Pedro Turra estaria ‘abatido e profundamente entristecido diante do momento vivido por todos os envolvidos’.
A defesa afirma que o piloto demonstrou preocupação com a família, namorada e amigos durante a primeira entrevista com o custodiado.
A nota diz ainda que Pedro manifestou ‘profundo arrependimento’ pelo desenrolar dos fatos narrados, tendo sido sua primeira indagação o estado de saúde do jovem hospitalizado.
A nota diz ainda que lhe foi disponibilizado o livro ‘Luz nas Grades’, escrito pelo advogado de defesa, e uma Bíblia, “que tem servido como instrumento de reflexão, amparo espiritual e força neste período particularmente difícil”.
Relembre o caso:
Surgem novas denúncias contra o piloto que deixou jovem em coma no DF
No dia 23 de janeiro, o piloto Pedro Turra e o jovem de 16 anos se envolveram em uma briga. Inicialmente, a defesa disse que a confusão começou após Pedro jogar um chiclete mascado na direção de outra pessoa, mas depois, o advogado afirmou que ciúme por ex pode ter sido a causa da agressão. A polícia apura.
Turra chegou a ser preso, mas foi solto após pagar fiança de R$ 24,3 mil. Ele foi desligado do quadro de pilotos da temporada 2026 da Fórmula Delta, na categoria escola. E voltou a ser preso preventivamente nesta sexta (30), por ordem da Justiça.
Pedro Turra já é investigado por quatro denúncias – duas delas de episódios anteriores que só foram levados à polícia após a repercussão da briga recente. São três agressões e uma tentativa de dar bebida a uma jovem menor de idade.
QUAIS SÃO OS CASOS EM INVESTIGAÇÃO?
A Polícia Civil também apura outras quatro denúncias envolvendo o piloto, incluindo agressões anteriores que vieram à tona após a repercussão do caso. São elas:
– a agressão em janeiro contra o adolescente de 16 anos;
– uma briga em uma praça de Águas Claras, em junho de 2025 (registrada naquele mês);
– a denúncia de uma jovem que afirma que Pedro a forçou a ingerir bebida alcoólica quando ela ainda era menor de idade;
– e a agressão contra um homem de 49 anos em uma briga de trânsito.
O QUE DIZ A DEFESA DE PEDRO TURRA
“Em nome da família de Pedro Turra, com profundo respeito e sincera solidariedade, lamentamos o falecimento de Rodrigo Castanheira.
Neste momento de imensa dor, nos unimos aos pais, familiares e amigos, expressando nossas mais sentidas condolências e desejando que encontrem amparo, conforto e força para atravessar este período de luto.”
O QUE DIZ O HOSPITAL
“O Hospital Brasília Águas Claras, da Rede Américas, confirma, com pesar, o diagnóstico de morte encefálica do paciente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, neste sábado (7/2). Apesar de todos os esforços da equipe médica, o quadro evoluiu para a perda completa e irreversível das funções cerebrais, seguindo todos os protocolos estabelecidos pelo Conselho Federal de Medicina.
Neste momento de profunda dor, o hospital se solidariza com os familiares e amigos de Rodrigo, prestando todo o suporte necessário.”
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