Equipe de Lula se prepara para ‘surpresas’ de Trump em encontro na Casa Branca
Historic Recent de reuniões na Casa Branca acende alerta, mas experiência de Lula é vista como trunfo
A equipe presidencial já se mobiliza para a futura viagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva a Washington, onde deverá se encontrar com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em um encontro que desperta grandes expectativas e cautela. O time de assessoria internacional está trabalhando arduamente para preparar Lula tanto para um roteiro considerado “tranquilo”, quanto para possíveis situações “inesperadas”, tendo em vista o histórico recente de Trump em reuniões diplomáticas.
A expectativa do governo é que a visita ocorra na primeira quinzena de março, no entanto, a data ainda não foi confirmada. Nos bastidores, auxiliares de Lula reconhecem que o encontro pode transcorrer de forma amigável, mas também estão atentos à possibilidade de uma recepção hostil ou marcada por constrangimentos. A preocupação se baseia no comportamento recente de Trump, que, durante seu segundo mandato, já protagonizou episódios nos quais supostamente teria utilizado reuniões oficiais para expor ou desqualificar líderes estrangeiros.
De acordo com fontes governamentais, o Palácio do Planalto reconhece que a relação estabelecida entre Lula e Trump nos últimos meses reduziu a margem para provocações, no entanto, a orientação interna é manter a máxima atenção. Apesar dos indícios de uma diplomacia mais estável entre os líderes, os Estados Unidos são conhecidos por sua imprevisibilidade, principalmente no que diz respeito às aparições públicas no Salão Oval.
A experiência prévia de Lula em encontros com líderes americanos é considerada um trunfo pela equipe presidencial. O presidente brasileiro já visitou a Casa Branca durante os mandatos de George W. Bush, Barack Obama e Joe Biden, o que, segundo aliados, lhe confere maior familiaridade com os protocolos e possíveis improvisos em compromissos oficiais. Ademais, membros do governo recordam que Lula historicamente demonstrou maior afinidade com Bush, do Partido Republicano — mesma legenda de Trump.
A equipe de Lula está atenta a possíveis desdobramentos inesperados durante o encontro nos Estados Unidos. A estratégia atual do Palácio do Planalto é planejar respostas e comportamentos para múltiplos cenários, inclusive situações potencialmente desconfortáveis diante da imprensa internacional. Em paralelo, o governo pretende firmar acordos de cooperação na área de combate ao crime organizado, visando neutralizar críticas de governadores alinhados à direita e reforçar a imagem do governo federal nesse quesito. A viagem de Lula aos Estados Unidos será um movimento de alto risco e alto impacto, combinando interesses econômicos, segurança pública e posicionamento político internacional, em um cenário marcado pela imprevisibilidade de Trump e pela necessidade de evitar constrangimentos que possam reverberar no ambiente eleitoral.




