Bannon e Epstein mantiveram uma troca de mensagens reveladora sobre estratégias para “destruir a China” e depor Xi Jinping, segundo documentos divulgados pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos e pelo Comitê de Supervisão da Câmara. Essas conversas entre o financista e o estrategista político ligado à direita radical norte-americana expõem planos agressivos e ideológicos para manter os Estados Unidos como hegemonia global por 100 anos.
Ao longo de 2018 e 2019, Epstein e Bannon discutiram a geopolítica mundial, os conflitos comerciais, e a reorganização do poder global. Em uma das mensagens, Epstein menciona a ascensão da China e a necessidade de redefinir a estrutura global para incorporar um ambiente multipolar. A conversa também revela a intenção de estabelecer um projeto político internacional após a saída de Bannon do governo de Donald Trump.
Em meio à troca de mensagens, Epstein propõe uma conversa por telefone, e Bannon responde de forma confrontacional, afirmando que pretendem “destruir a China”. Epstein busca enquadrar a estratégia em termos técnicos e sistêmicos, mencionando a queda dos juros e advertindo sobre a importância de inovar nos campos político, mercadológico e cibernético para gerar uma rede de efeitos.
Bannon descreve um plano de ruptura direta com a liderança chinesa, estabelecendo a remoção de Xi Jinping e Wang Qishan como objetivos principais. Ele enfatiza a busca pela hegemonia global dos EUA por um século, enquanto Epstein tenta traduzir esses objetivos em termos de método, sugerindo estratégias de ataque e enfraquecimento do sistema chinês. Essas revelações apontam para uma abordagem agressiva e disruptiva nas relações internacionais.
A divulgação dessas mensagens provoca debates sobre as intenções por trás da política externa dos Estados Unidos e o papel do nacionalismo na condução de estratégias globais. A ligação estreita entre financistas poderosos e estrategistas políticos radicais levanta questões sobre a transparência das relações de poder e a influência de interesses privados na formulação de políticas públicas. O conteúdo dessas mensagens levanta preocupações sobre os rumos das relações internacionais e a estabilidade geopolítica no cenário mundial.




