Polícia indicia proprietários de clínica por desvio de raio-x em hospital de Matinhos: saiba detalhes e desdobramentos

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Donos de clínica são indiciados por desvio de raio-x de maternidade pública para usá-lo em atendimentos particulares. Dois funcionários municipais, que colaboraram com esquema de dispensa de licitação, também foram indiciados. Aparelho, doado pelo Governo do Paraná à Maternidade Nossa Senhora dos Navegantes, em Matinhos, era avaliado em R$ 100 mil. Polícia indicia quatro pessoas por desvio de Raio-X em hospital de Matinhos. Polícia indicia quatro pessoas por desvio de Raio-X em hospital de Matinhos.

A Polícia Civil indiciou quatro pessoas pelo desvio de um aparelho de raio-x de um hospital de Matinhos, no litoral do Paraná. Os indiciados são ligados à clínica privada Maxi Clinic, em Almirante Tamandaré, na Região Metropolitana de Curitiba, onde o aparelho desviado foi encontrado. O aparelho, doado pelo Governo do Paraná à Maternidade Nossa Senhora dos Navegantes em 2011, era avaliado em R$ 100 mil.
As investigações começaram após uma denúncia que indicava que o aparelho havia sido retirado indevidamente da unidade hospitalar e instalado na clínica privada. Uma operação deflagrada em janeiro de 2025 recuperou o aparelho.

Durante as investigações, a polícia identificou um esquema que envolveu duas linhas de ação criminosa: a apropriação indevida de patrimônio público e fraude em procedimentos licitatórios. Segundo a polícia, entre os indiciados estão os dois proprietários da empresa Maxi Clinic, que deverão responder por peculato-apropriação e contratação direta ilegal. Dois funcionários da Prefeitura de Matinhos, que colaboraram com o esquema de dispensa de licitação, foram indiciados pelo crime de contratação direta ilegal.
A Maxi Clinic não se manifestou até a última atualização desta reportagem. Em nota, a Prefeitura de Matinhos informou que teve atuação direta no caso, com a identificação e denúncia das irregularidades. Disse ainda que abriu sindicância interna e aguarda a decisão judicial para tomar as medidas cabíveis.

Segundo a polícia, em relação ao desvio patrimonial, a corporação identificou que o equipamento de raio-x foi retirado do hospital sob pretexto de manutenção emergencial no ano de 2024, durante a madrugada. Na sequência, o equipamento foi levado à clínica privada dos investigados, onde foi localizado posteriormente em funcionamento. A polícia identificou também que a Maxi Clinic tinha contrato com a Prefeitura de Matinhos para o fornecimento e manutenção de uma máquina de raio-x utilizada na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) da cidade.

Conforme a polícia, o equipamento estava com os identificadores de patrimônio suprimidos. A Prefeitura de Rio Branco do Sul informou que, depois da situação, o raio-x foi doado para a Prefeitura de Matinhos. Segundo a corporação, as investigações apontaram ainda a irregularidade na contratação direta da clínica privada, mediante uma simulação de situação emergencial a fim de justificar a manutenção do equipamento, e baseada em uma fraude nas cotações de preços. “A pesquisa de preços que fundamentou a dispensa foi realizada exclusivamente com empresas do mesmo grupo econômico familiar, todas registradas no mesmo endereço, comprometendo a idoneidade e a competitividade do processo. O valor unitário contratado por dispensa representou quase o dobro do que era praticado anteriormente sob regime de licitação”, explica o delegado Thiago Fachel.

Por fim, cabe ressaltar a importância de investigações diligentemente conduzidas para coibir práticas irregulares e garantir a lisura e legalidade no uso de bens públicos, evitando prejuízos à sociedade e à gestão pública.(iParam informações estiverem incorretas, favor corrigir.)

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