Pacientes lesados em mutirão de cirurgia de cataratas um ano após denúncias no interior de SP são o assunto em destaque. Treze idosos sofreram lesões na visão devido à troca de substância por equipe responsável pelos procedimentos no Ambulatório Médico de Especialidades (AME) em Taquaritinga. Após a repercussão do caso, um ano se passou desde que os 13 pacientes perderam a visão em um mutirão de cirurgias de catarata no AME de Taquaritinga (SP), e a evolução de cada um é distinta, acompanhada por profissionais especializados.
Os pacientes compartilham o sentimento de frustração e muitos desenvolveram quadros de ansiedade e depressão devido à perda da visão e, consequentemente, da autonomia. Infelizmente, um dos pacientes faleceu em 2025 em decorrência de um câncer relacionado. O acompanhamento especializado é fundamental para lidar com as sequelas causadas pelo ocorrido no mutirão de cirurgias de catarata em Taquaritinga.
O Grupo Santa Casa de Franca, responsável pelo AME, confirmou que uma substância inadequada foi utilizada no fechamento do corte da cirurgia, o que resultou em danos irreversíveis à visão dos pacientes. As investigações revelaram o descuido na substituição de um soro por uma substância imprópria para contato com os olhos. Em um esforço para remediar a situação, o acompanhamento especializado dos médicos tem sido essencial para tentar recuperar a visão dos pacientes.
Evolução média é categorizada em boa, intermediária e ruim, com transplantes de córnea como procedimento adotado para tentar restaurar parcialmente a visão dos afetados. Os desafios enfrentados pelos pacientes são múltiplos, e alguns tiveram que passar por novas cirurgias de catarata após o mutirão. Indenizações e pensões vitalícias foram concedidas aos pacientes lesados, com valores justos para tentar reverter parte do dano causado pela perda da visão.
A Justiça determinou que o Estado de São Paulo e a Fundação Santa Casa de Franca pagassem R$ 1 milhão em danos aos pacientes, com a obrigação de prestar assistência médica integral a todos os afetados. Apesar das dificuldades enfrentadas, a busca por reparação e dignidade é evidente nos esforços para proporcionar o apoio necessário aos pacientes prejudicados pelo ocorrido no mutirão de cirurgias de catarata.
Por fim, os desdobramentos do caso continuam sendo acompanhados de perto, com todos os pacientes recebendo cuidados especializados no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, onde a evolução de cada caso é monitorada de perto. A conscientização sobre a importância da segurança e da qualidade nos procedimentos médicos é fundamental para evitar que situações semelhantes voltem a ocorrer no futuro. A necessidade de responsabilização e prestação de contas fazem parte do processo de reparação e busca por justiça para os pacientes lesados pelo mutirão de cirurgias de catarata em Taquaritinga (SP).




