Político de SC é alvo de duas operações simultâneas contra fraudes em licitações
O investigado atuou em um cargo público, porém seu nome não foi revelado. As ações coordenadas pelo Gaeco cumprem 36 mandados de busca e apreensão em residências e órgãos públicos.
As operações visam desvendar supostas fraudes em licitações na Prefeitura de Criciúma. O Gaeco deflagrou duas operações simultâneas no Sul de Santa Catarina contra um esquema de fraudes em licitações envolvendo um político, que ocupou cargo público. Em total, 36 mandados estão sendo cumpridos em residências e órgãos públicos.
As operações, conhecidas como Varredura e Skyfall, investigam o direcionamento de contratos e o favorecimento de empresas. O nome do político envolvido não foi divulgado pelas autoridades.
A prefeitura de Criciúma, alvo da ação, confirmou que os mandados foram cumpridos contra a administração pública e as suspeitas dizem respeito a contratos firmados em 2018.
A Operação Varredura, coordenada pelo Ministério Público (MP), busca desarticular um suposto esquema estruturado de fraudes em licitações e contratos de limpeza urbana. As apurações indicam a participação de agentes públicos e empresários, com o favorecimento de determinadas empresas, sendo cumpridos 20 mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná.
A segunda ação, denominada Operação Skyfall, investiga crimes contra a administração pública, direcionamento de contratos e favorecimento indevido no âmbito de contratações municipais. Durante a ação, 16 mandados de busca e apreensão são cumpridos em diversas cidades.
O suposto esquema beneficiaria empresas do ramo de tecnologia em geoprocessamento e soluções cartográficas, bem como empresas do setor de engenharia de sistemas. As investigações apontam para atuação conjunta de agentes públicos e integrantes do setor privado em um possível esquema de favorecimento e direcionamento de contratos.
O Governo de Criciúma informa que os mandados de busca e apreensão de documentos cumpridos nesta terça-feira no Paço Municipal Marcos Rovaris referem-se a contratos firmados em 2018 e permanece à disposição para colaborar com as investigações.




