A conduta do delegado-geral da Polícia Civil de Santa Catarina, Ulisses Gabriel, no caso da investigação de maus-tratos ao cão comunitário Orelha, está sendo alvo de um procedimento preparatório instaurado pela 40ª Promotoria do Ministério Público do Estado (MPSC), responsável pelo controle externo da atividade policial.
Ulisses Gabriel negou irregularidades e afirmou que não foi notificado sobre o procedimento. Ele declarou: “Eu não tenho como responder por abuso de autoridade, muito menos por violação de sigilo funcional. Não sou e nunca fui responsável pela investigação.”
O objetivo do procedimento é avaliar se ocorreu abuso de autoridade, violação de sigilo funcional e ato de improbidade administrativa por parte do delegado-geral. O Ministério Público busca investigar se houve revelação de informações sigilosas, beneficiamento por informações privilegiadas ou ameaça à segurança da sociedade e do Estado.
Após a conclusão do inquérito do caso, que resultou na representação e pedido de internação de um adolescente pelos maus-tratos ao cão Orelha, o MPSC apontou lacunas nas investigações e solicitou novas provas e depoimentos. O Ministério Público deu prazo para a Polícia Civil refazer depoimentos e complementar o inquérito.
O caso envolve ainda uma discussão na portaria de um condomínio na Praia Brava, onde o cão foi encontrado morto. O MP solicitou novos depoimentos e a juntada de vídeos que mostrem conversas dos suspeitos. O objetivo é esclarecer o ocorrido e identificar os responsáveis pelas agressões e morte do animal.
O cão Orelha foi agredido em janeiro e morreu após ser resgatado por populares. Os laudos da Polícia Científica apontaram que o animal sofreu uma pancada na cabeça, provavelmente causada por um chute ou objeto rígido. O caso contou com a participação de várias testemunhas, análise de câmeras de segurança e investigação de oito adolescentes suspeitos.
A atuação do delegado-geral de Santa Catarina no caso do cão Orelha será investigada pelo Ministério Público para apurar possíveis irregularidades. O procedimento busca garantir a transparência e a correção nas investigações de maus-tratos a animais e atos de violência. É fundamental esclarecer os fatos e responsabilizar os envolvidos de acordo com a lei.




