Decisão da Justiça condena assassinos de Marielle Franco a pagar indenização de R$ 200 mil à viúva

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A Justiça do Rio de Janeiro emitiu uma sentença condenando os assassinos confessionários da vereadora Marielle Franco, Ronnie Lessa e Élcio Vieira de Queiroz, a pagarem uma indenização por danos morais no valor de R$ 200 mil para Mônica Benício, viúva da parlamentar. A decisão foi proferida pela 29ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio e determina não apenas o pagamento da indenização, mas também o fornecimento de uma pensão equivalente a 2/3 da remuneração que Marielle receberia durante o período em que se esperava que ela vivesse como vereadora.

Para além da indenização e da pensão, a sentença da Justiça do Rio também abrange o pagamento do 13º salário, férias e o bloqueio de todos os bens pertencentes aos réus, Lessa e Queiroz. O escritório João Tancredo Advogados, representante legal de Mônica Benício, declarou que pretende recorrer da decisão para pleitear o aumento do valor da indenização por danos morais, uma vez que considera o montante fixado de R$ 200 mil aquém do que seria necessário para reparar o dano sofrido pela viúva de Marielle.

Mônica Benício, ao comentar sobre a decisão judicial, ressaltou que enxerga a sentença como uma “vitória simbólica”, pois reconhece a interrupção da trajetória que ela e Marielle estavam construindo juntas e o futuro que lhes foi subtraído. Ela afirmou que não se trata de uma luta movida por interesse financeiro, mas sim pela busca de justiça e pela memória de Marielle, que dedicou sua vida à construção de uma sociedade mais pacífica e igualitária.

O trágico assassinato de Marielle Franco ocorreu em março de 2018, quando a vereadora foi brutalmente morta a tiros dentro de um carro no Rio de Janeiro. Além de Marielle, o motorista do veículo, Anderson Pedro Gomes, também foi baleado e faleceu. O crime chocou o país e gerou grande comoção, levando à prisão de Ronnie Lessa e Élcio Queiroz um ano após os assassinatos. Mais recentemente, em março de 2024, os irmãos Domingos Brazão e Chiquinho Brazão, apontados como possíveis mandantes do crime, também foram detidos, junto com o delegado Rivaldo Barbosa, suspeito de envolvimento na trama criminosa.

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