Vestígios de sangue, celular, cartucho de festim e áudios: o que a polícia analisa na investigação sobre desaparecimento de família no RS
Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, não são vistos há mais de 15 dias. O mistério que envolve o desaparecimento dessa família no Rio Grande do Sul tem suscitado uma investigação complexa por parte da polícia.
O caso teve início com publicações em redes sociais que sugeriram um suposto acidente de trânsito envolvendo Silvana, que a Polícia Civil afirma nunca ter ocorrido. Passados mais de 15 dias desde que foram vistos pela última vez, o suspeito do crime, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, ex-companheiro de Silvana, foi preso nesta terça-feira (10).
Cristiano permaneceu em silêncio e é apontado como envolvido no desaparecimento, porém a polícia ainda não divulgou informações sobre como as mortes teriam ocorrido, nem a motivação por trás delas. Além disso, até o momento, nenhum dos corpos das vítimas foi encontrado.
A perícia realizada na casa de Silvana encontrou vestígios de sangue, material genético e impressões digitais que foram coletados para análise no laboratório do IGP. Os peritos não identificaram sinais de luta corporal nem montagem de cena no local, o que torna o caso ainda mais enigmático.
Além dos vestígios encontrados na residência, a polícia também periciou veículos da família, a casa dos idosos e aguarda resultados de perícias realizadas em outros locais ligados ao caso, como o minimercado da família. Um celular encontrado próximo à casa dos idosos também está sendo analisado como parte das investigações.
Outro elemento intrigante é a presença de um cartucho de festim na casa do casal de idosos, o qual foi confirmado pela Polícia Civil. Esse tipo de munição, que simula um disparo real, levanta questões sobre o que pode ter ocorrido na residência. A presença desse artefato lança luz sobre as possíveis circunstâncias que envolveram o desaparecimento da família.
Em áudios atribuídos ao suspeito, Cristiano demonstra interesse na investigação e questiona a demora da polícia no trabalho desenvolvido. Além disso, ele enviou uma foto de dentro da casa dos idosos, revelando informações que podem ser relevantes para a resolução do caso. A criança de 9 anos do casal agora está sob os cuidados de um parente, após a prisão do suspeito.
Com base nos indícios encontrados e nos depoimentos colhidos até o momento, a polícia segue trabalhando para desvendar o mistério por trás do desaparecimento da família no Rio Grande do Sul. A colaboração de testemunhas e o acompanhamento constante das investigações são essenciais para que esse caso complexo seja elucidado e a justiça seja feita.




