Camarote Nº1 leva moradores de comunidades para assistir desfiles na Sapucaí

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Camarote convida moradores de comunidades para assistir a desfiles na Sapucaí

Ação inédita vai levar 300 pessoas do Vidigal, na Zona Sul do Rio, e do Preventório, em Niterói, para assistir aos desfiles do Grupo de Acesso. Iniciativa é fruto de parceria com o Instituto Cidades Invisíveis.

Pela primeira vez, um dos espaços mais disputados da Marquês de Sapucaí vai ter um público diferente durante o carnaval do Rio. O Camarote Nº1 anunciou que, em um dos dias de desfile, abrirá o espaço exclusivamente para moradores de comunidades atendidos por projetos sociais.

A ação acontece no sábado de carnaval, quando 300 moradores do Vidigal, na Zona Sul do Rio, e do Preventório, em Niterói, na Região Metropolitana, vão assistir aos desfiles do Grupo de Acesso diretamente das frisas. De acordo com os organizadores, todos os convidados participam de iniciativas sociais desenvolvidas nas duas comunidades.

A iniciativa é realizada em parceria com o Instituto Cidades Invisíveis, que atua com projetos de educação, esporte e cultura em áreas de vulnerabilidade social. No Vidigal e no Preventório, a organização mantém atividades contínuas, como reforço escolar, aulas de informática e oficinas culturais.

De acordo com Marcio Esher, sócio do Camarote Nº1, a proposta é aproximar moradores de periferias de uma das maiores manifestações culturais do país. “A ideia é que essas pessoas possam vivenciar o carnaval na Sapucaí de um lugar que normalmente não é acessível a elas”, afirmou.

A parceria também inclui a venda de produtos temáticos durante o período, com renda revertida para os projetos sociais. Os itens serão comercializados em pontos de credenciamento e pela internet.

Criado em 2012, o Cidades Invisíveis afirma já ter destinado milhões de reais a ações sociais em diferentes cidades brasileiras. Já o Camarote Nº1 é um dos espaços privados tradicionais do Sambódromo, localizado no setor 2.

Especialistas em cultura popular ouvidos pelo DE destacam que iniciativas para democratizar o acesso a áreas VIP ainda são raras no carnaval, historicamente ligadas a ingressos caros e convidados do mercado publicitário e artístico. A expectativa é que ações como essa ajudem a tornar a festa mais diversa e representativa.

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