Conduta do delegado-geral de SC no caso do Cão Orelha será apurada pelo MP

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O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) irá apurar a conduta do delegado-geral da Polícia Civil do estado, Ulisses Gabriel, na investigação do caso do Cão Orelha. Se houver indícios de irregularidade, o promotor de justiça instaurará um inquérito civil. Caso se confirmem as suspeitas, o MP poderá adotar medidas como propor um Termo de Ajustamento de Conduta ou abrir uma ação civil pública. Caso não haja provas suficientes, o caso será arquivado.
O MPSC abriu o procedimento após receber ‘diversas’ representações contra a conduta de Ulisses no caso Orelha, embora o número exato de representações não tenha sido divulgado pela entidade. A Polícia Civil informou ao UOL que o delegado-geral ainda não foi informado sobre o procedimento do MPSC e não está se pronunciando sobre o assunto. A corporação também não emitiu uma declaração oficial sobre a ação do órgão.
Em 5 de fevereiro, Ulisses fez uma postagem no Instagram alegando que não era o responsável pela investigação do caso Orelha. Ele afirmou que inicialmente não pretendia se manifestar, mas teve que fazê-lo devido a notícias e ataques constantes, inclusive a seus familiares e a autoridades envolvidas na investigação. Ulisses também expressou ‘total respeito e apoio’ aos delegados encarregados do caso e negou ser amigo do advogado Alexandre Kale, um dos defensores do adolescente acusado pela polícia de agredir o animal.
Ulisses adotou o cão Caramelo, que sobreviveu a uma tentativa de afogamento na Praia Brava, em Florianópolis, e vivia nas ruas com o Cão Orelha. Em publicações nas redes sociais, o delegado-geral mencionou que o destino quis que o cachorro fizesse parte de sua família e confirmou que o animal está saudável. Na semana anterior, a Polícia Civil de Santa Catarina solicitou a internação de um adolescente e indiciou três adultos por coação de testemunhas ao concluir a investigação. A corporação não revelou a identidade dos envolvidos.
Diante da gravidade do caso, a polícia solicitou a internação do adolescente, que equivale a uma prisão de um adulto. Com a extração e análise dos dados dos celulares apreendidos, a corporação espera fortalecer as evidências já obtidas e obter possíveis novas informações. A defesa de um dos adolescentes afirmou que os elementos apresentados não são prova. Os advogados Alexandre Kale e Rodrigo Duarte declararam que as investigações são ‘frágeis e inconsistentes’, prejudicando a verdade. Eles reiteraram a inocência do adolescente representado, salientando que não tiveram acesso completo ao inquérito.A Polícia Civil de Santa Catarina apontou contradições no depoimento do adolescente considerado como autor. Segundo a corporação, o jovem saiu de seu condomínio na Praia Brava às 5h25 do dia 4 de janeiro e retornou com uma amiga às 5h58. A polícia ressaltou que o adolescente não sabia que as imagens de sua saída do local existiam e alegou ter permanecido na piscina, contrariando a evidência registrada. Um parente tentou esconder um boné rosa e um moletom utilizados pelo garoto no dia do incidente, além de justificar a compra do casaco em uma viagem à Disney, embora o próprio jovem tenha admitido possuir a peça anteriormente.

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