Ortopedista condenado a 10 anos de prisão por cobrar pacientes do SUS: Justiça determina multa de R$ 98,5 mil.

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Ortopedista é condenado a 10 anos de prisão por cobrar dinheiro de pacientes por
cirurgias feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Paraná. Lucas Saldanha Ortiz cobrou valores entre R$ 50 e R$ 160 de ao menos onze pacientes. O ortopedista afirmava que os valores seriam destinados para custear instrumentistas, anestesistas, luvas e agulhas, ou até mesmo a própria cirurgia.

A Tribunal de Justiça condenou o médico ortopedista Lucas Saldanha Ortiz a 10
anos de prisão por cobrar dinheiro de pacientes por cirurgias feitas por meio do
SUS em Toledo, no oeste do Paraná. Segundo o Ministério Público, entre 2015 e 2017, o médico cobrou valores entre R$ 50 e R$ 200 de ao menos onze pacientes. Conforme a denúncia, o ortopedista afirmava às vítimas que os valores seriam destinados para custear instrumentistas, anestesistas, luvas e agulhas, ou até mesmo a própria cirurgia ortopédica.

Ao longo do processo, que ouviu vítimas e testemunhas, pacientes relataram que
Ortiz afirmou que a realização da cirurgia dependia do pagamento do valor. Pelo menos duas das vítimas alegaram que, na época, não tinham condições de arcar
com o valor solicitado pelo médico e precisaram pegar dinheiro emprestado para
pagá-lo. Além da pena, a Justiça fixou ainda uma multa de cerca de R$ 98,5 mil. Cabe recurso da condenação e o médico poderá recorrer em liberdade.

O de procurou a defesa do médico, que não respondeu até a última atualização
desta reportagem. Por meio de nota, o Conselho Regional de Medicina do Paraná (CRM-PR) informou que um processo está em andamento e tramita sob sigilo processual.
Caso comprovada conduta violadora das regras éticas, as sanções previstas na
Lei de criação dos Conselhos de Medicina vão desde advertência confidencial, podendo chegar à cassação do exercício profissional, a depender do grau de culpa e da gravidade das consequências apuradas, diz a nota.

Ao longo de toda a situação, foi evidenciada a gravidade das ações do ortopedista condenado, evidenciando uma violação ética e moral inaceitável no exercício da profissão. Com a pena imposta e a multa estabelecida, a Justiça demonstrou que não tolera condutas lesivas como a praticada por Lucas Saldanha Ortiz. Agora, cabe aguardar os desdobramentos do processo, com a possível abertura de recurso por parte do médico e a movimentação das instâncias judiciais competentes.

Por fim, é importante destacar a relevância do trabalho investigativo e responsabilização dos envolvidos em práticas ilegais na área da saúde. O caso do ortopedista condenado serve como alerta para a importância da ética e transparência no exercício da medicina, respeitando o compromisso com a saúde e bem-estar dos pacientes atendidos pelo SUS. A condenação reforça a necessidade de punição para coibir condutas abusivas que colocam em risco a integridade e dignidade das pessoas assistidas pelo sistema de saúde público.

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