Do barro às ladeiras: veja como nascem os bonecos gigantes que desfilam no carnaval de Olinda
A produção dos famosos bonecos gigantes que chamam a atenção durante o carnaval de Olinda pode levar meses e envolve um grupo de habilidosos artesãos. Esculpidos com barro, gesso e fibra de vidro, essas impressionantes obras de arte podem pesar até 40 quilos.
Você sabia como é complexo o processo de produção de um único boneco gigante? Desde a modelagem com barro até a finalização com detalhes como pintura, cabelo, olhos e roupas, cada escultura é pensada detalhadamente para representar com precisão os personagens que desfilarão pelas ladeiras de Olinda.
A Embaixada dos Bonecos Gigantes, localizada na Rua do Bom Jesus, em Recife, é responsável por dar vida a mais de 700 grandes personalidades do esporte, música e entretenimento desde 2009. Recentemente, filmes como “O Agente Secreto”, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, foram imortalizados como bonecos gigantes.
O processo de confecção de cada boneco demanda tempo e dedicação. Começando com o barro, os artistas esboçam o rosto do personagem, proporcionando características únicas a cada peça. Posteriormente, o gesso é aplicado em duas partes, formando a estrutura necessária para a fibra de vidro, etapa crucial na construção.
Guilherme Paz, escultor da Embaixada, destaca a importância de captar a essência de cada personalidade nas esculturas, desde o olhar profundo até o sorriso peculiar. Após a aplicação da fibra de vidro, a arte final se materializa com a pintura e os detalhes que conferem vida aos bonecos gigantes, cada um com até 20 metros de tecido em suas vestimentas.
Ao desfilar pelas ruas de Olinda, os bonecos gigantes trazem alegria e reconhecimento por parte do público. A estilista Sineide Castro ressalta a satisfação em ver as pessoas se divertindo e se encantando com as esculturas, que são verdadeiras obras de arte em movimento. A tradição dos bonecos gigantes é um dos grandes destaques do carnaval pernambucano, encantando turistas e moradores locais a cada edição.




