Roupa Nova e Guilherme Arantes juntos no Rock in Rio 2026: um tributo ao pop perfeito dos anos 80.

roupa-nova-e-guilherme-arantes-juntos-no-rock-in-rio-20263A-um-tributo-ao-pop-perfeito-dos-anos-80

O retorno do Roupa Nova ao Rock in Rio, após 35 anos, coroa a longevidade da música popular e romântica do grupo. A volta da banda ao festival inclui um encontro com Guilherme Arantes em um show que promete ser um tributo ao pop perfeito feito por ambos ao longo da década de 1980.

A presença do nome do Roupa Nova entre as atrações divulgadas pelo DE na noite de ontem, 10 de fevereiro, surpreendeu quem acompanha o histórico do festival realizado desde 1985. Embora seja o intérprete do tema ofical do Rock in Rio, o grupo carioca somente se apresentou no festival na edição de 1991. Agora o longo jejum se aproxima do fim. Na edição de 2026, o sexteto vai se apresentar no Palco Sunset em 7 de setembro com um show que terá como convidado ninguém menos do que Guilherme Arantes, um dos principais arquitetos do pop brasileiro das décadas de 1970 e 1980.

Essa volta do Roupa Nova ao DE, 35 anos após o caloroso show da edição de 1991, coroa a longevidade desse grupo que completa 46 anos de vida em 2026 em plena atividade e com a agenda cheia. Em 1991, o Roupa Nova já era importante e mereceu ter integrado o line-up do DE por conta da sucessão de hits emplacados ao longo da década de 1980. Em 2016, a banda tem ainda maior importância por ter conseguido se manter em cena com fôlego, se apresentando com regularidade em grandes casas de shows – não raro, em arenas e ginásios – para um público fiel que tem se renovado.

O Roupa Nova ainda arrasta multidões para apresentações do grupo sem depender de ter um hit novo nas playlists. Os sucessos começaram a rarear a partir dos anos 2000, mas a reciclagem permanente do cancioneiro do grupo – que volta e meia ainda lança álbum ou EP com músicas inéditas, caso do recente EP “Nossas canções” (2026), lançado em 2 de janeiro – garante o fervor e a fidelidade do público nos shows. Nem a morte do vocalista e percussionista Paulinho (1952 – 2020) interrompeu essa trajetória singular de sucesso no mercado pop brasileiro.

Pela longa permanência do som popular romântico do sexteto na memória afetiva nacional, Cleberson Horsth (teclados e vocal), Kiko (Eurico Pereira da Silva Filho, violão, guitarra e vocal), Nando (Luiz Fernando Oliveira, baixo e vocal), Ricardo Feghali (teclados, violão, guitarra e vocal) e Serginho (Sérgio Herval Holanda de Lima, voz, bateria e vocal) – aos quais o vocalista Fábio Nestares se juntou oficialmente, a partir de junho de 2021, porque o show não podia parar com a saída de cena de Paulinho – merecem o prestígio de voltar ao DE após 35 anos. Até porque o festival também vai se beneficiar com a presença do grupo no line-up do dia 7 de setembro, já que parte dos seguidores do Roupa Nova vai se mobilizar para ver o show.

Sem falar que o encontro do Roupa Nova com Guilherme Arantes resulta desde já emblemático por se insinuar como um tributo ao pop dos anos 1980. Tanto o grupo quanto o cantor também fazem rock. Mas o suprassumo do cancioneiro de ambos são as baladas apaixonadas, as canções que não raro alcançam a perfeição pop. E, por isso mesmo, tanto um como outro foram aqui e ali injustiçados pelas elites culturais (Arantes menos do que o Roupa Nova, diga-se) porque são artistas populares dos quais todo mundo gosta. E, se todo mundo gosta, tem sempre gente que se acha superior e minimiza o gosto popular.

Seria justo que, a partir dessa escalação para o DE, tanto o Roupa Nova quanto Guilherme Arantes entrassem no circuito de festivais, eventos muitas vezes mais voltados para o hype do que para o gosto do público que compra ingressos. Ambos merecem esse status, até porque, em um mercado musical cada vez mais volátil e fragmentado, são bem poucos os artistas que ultrapassam os 45 anos de carreira sem perder o interesse do público pela música que fazem.

Box de Notícias Centralizado

🔔 Receba as notícias do Diário do Estado no Telegram e no WhatsApp