Polícia Civil prende ‘Confeiteiro Maluco’ em SP e desmantela esquema de tráfico de drogas

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A Polícia Civil prendeu o ‘Confeiteiro Maluco’ e encerrou um esquema de entrega de substâncias ilícitas em SP. O grupo utilizava as redes sociais, emojis de doces e embalagens personalizadas para vender drogas, as quais eram entregues por motoboys aos clientes indicados. A operação policial, que ocorreu em Itaquaquecetuba, na Grande São Paulo, resultou na prisão temporária de três indivíduos, incluindo o líder da organização criminosa.

Durante a ação, foram cumpridos cinco mandados de busca e apreensão na cidade de Itaquaquecetuba e na Zona Leste de São Paulo. As investigações realizadas ao longo de meses revelaram um sistema sofisticado de distribuição de entorpecentes. De acordo com o delegado Luiz Romani, da Delegacia Central de Itaquaquecetuba, a organização estabelecia normas rígidas para manter a discrição e a segurança das transações.

Os clientes eram submetidos a um código de conduta que incluía não divulgar o contato dos traficantes, apagar as mensagens após a compra, indicar quem os recomendou e agir com extrema objetividade ao fazer os pedidos. As entregas eram agendadas, com horários específicos, abrangendo diversas cidades da Região Metropolitana de São Paulo e também da capital.

Para encobrir suas atividades ilegais, o grupo se fazia passar por uma confeitaria nas redes sociais, anunciando os produtos em catálogos elaborados com emojis de doces. A variedade de entorpecentes vendidos incluía desde “balas” especiais por R$ 30 até substâncias mais concentradas, como o “meleca”, por mais de R$ 80. Além disso, o catálogo oferecia êxtase, cogumelos e skunk.

A organização utilizava uma loja de assistência técnica de celulares e acessórios como fachada, visto que as transações eram realizadas via Pix e geravam altos faturamentos. Os próximos passos da investigação envolvem a quebra de sigilo bancário para rastrear o destino do dinheiro e identificar os fornecedores de drogas, visando desmantelar toda a cadeia de distribuição. As entregas abrangiam o Alto Tietê e a capital paulista, realizadas por meio de aplicativos de entrega.

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