Oito dos 11 vereadores de Turilândia foram presos após descumprirem medidas em caso de desvio de R$ 56 milhões. A decisão de prisão preventiva foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão após o descumprimento de medidas impostas anteriormente, como monitoramento eletrônico e a proibição de comunicação entre os investigados.
Vereadores de Turilândia foram presos após descumprirem medidas cautelares. O esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura de Turilândia resultou na prisão de oito vereadores. A Justiça do Maranhão converteu a prisão domiciliar em prisão preventiva.
A operação é um desdobramento da investigação que apura crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. O esquema de corrupção envolve autoridades locais e empresários, causando prejuízos estimados em mais de R$ 56 milhões ao patrimônio público.
A prisão preventiva dos vereadores havia sido convertida em medidas menos severas em dezembro de 2025. No entanto, segundo o Ministério Público do Maranhão, os parlamentares violaram as condições estabelecidas, resultando no pedido de prisão. Dois vereadores foram excluídos do pedido por não descumprirem as restrições.
Os vereadores presos são: Gilmar Carlos Gomes Araújo, Mizael Brito Soares, José Ribamar Sampaio, Nadianne Judith Vieira Reis, Sávio Araújo e Araújo, Josias Fróes, Carla Regina Pereira Chagas e Inailce Nogueira Lopes. Eles foram detidos em Turilândia e levados para a delegacia regional de Santa Helena, sendo posteriormente encaminhados para São Luís para audiência de custódia.
A Justiça do Maranhão transformou a prisão domiciliar em prisão preventiva dos vereadores. A intervenção no município de Turilândia ocorreu após pedido do Ministério Público. O Governo do Maranhão assumiu a administração municipal por 180 dias para restabelecer a normalidade institucional e garantir a prestação dos serviços públicos essenciais.
O defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo foi indicado como interventor de Turilândia. Ele terá a responsabilidade de tratar da situação administrativa do município. A intervenção terá prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada, visando restabelecer a normalidade constitucional e assegurar o cumprimento das decisões judiciais.
A operação que investiga o desvio de mais de R$ 56 milhões em Turilândia resultou na denúncia do prefeito, vice-prefeita, ex-vice-prefeita e sete familiares. O prefeito é apontado como líder da organização criminosa. O Ministério Público pede o ressarcimento integral dos valores desviados e a perda de bens e valores ligados ao esquema. Todos os investigados passarão a responder judicialmente pelos crimes apontados.




