Correios projetam prejuízo bilionário e adotam medidas para readequação financeira

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Os Correios estimam um prejuízo de R$ 5,8 bilhões para o ano de 2025 e de R$ 9,1 bilhões para o ano de 2026. Durante os três primeiros trimestres, a empresa já registrou um déficit de R$ 6 bilhões. Para tentar contornar essa situação preocupante, uma das medidas adotadas foi o adiamento de R$ 3 bilhões em obrigações que originalmente deveriam ser quitadas em 2025.

Um documento produzido pela Diretoria Econômico-Financeira (DIEFI) dos Correios revelou que a projeção de prejuízo para 2025 é menor do que o inicialmente previsto pela empresa ao longo do ano. Inicialmente, a previsão era de um déficit de R$ 6 bilhões, mas no documento mais recente da DIEFI, a estimativa é que o resultado negativo para o ano de 2025 fique em torno de R$ 5,8 bilhões.

A projeção para 2026 é ainda mais preocupante, pois estima-se que o déficit atingirá a marca de R$ 9,1 bilhões. Esse aumento nas estimativas de prejuízo para 2025 ocorreu após a decisão de postergar parte dos pagamentos com o intuito de ajustar o fluxo de caixa da empresa, em uma das medidas adotadas para contornar a crise financeira da estatal.

A diretoria financeira afirmou que o reajuste nas projeções de 2025 aconteceu após a decisão de adiar pagamentos, a fim de adequar o fluxo de caixa da empresa. Outra ação adotada foi a contratação de empréstimos no valor de R$ 13,8 bilhões no ano anterior para tentar melhorar a situação econômico-financeira. Porém, a maior parte desses recursos só entrou no caixa no penúltimo dia do ano.

A readequação financeira dos Correios envolveu cerca de R$ 3,7 bilhões que seriam pagos a fornecedores, benefícios, despesas assistenciais, obrigações trabalhistas e tributárias. O aumento dos gastos e a não realização da receita conforme planejado nos anos de 2024 e 2025 foram apontados como os principais responsáveis pelo agravamento da liquidez da empresa e seu impacto no funcionamento regular das operações e negócios.

Como parte das ações de governança, um comitê de contingência foi instituído em junho de 2025 para coordenar diretrizes de desembolso e garantir a continuidade operacional. Esse comitê coordenou reprogramações de desembolsos alinhadas às prioridades estratégicas definidas pela Administração, incluindo postergações para adequar o fluxo de caixa e garantir a continuidade das operações e o cumprimento dos compromissos essenciais, conforme mencionado no documento obtido de forma exclusiva pelo DE.

Com todos esses desafios financeiros pela frente, os Correios buscam soluções para equilibrar suas contas e superar o cenário adverso. A venda de imóveis é uma das estratégias adotadas para cobrir o rombo histórico nas finanças da empresa. Com novas medidas e planejamentos financeiros, os Correios seguem em busca de estabilidade e recuperação econômica.

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