Ela Faz: Startup maranhense capacita 5 mil mulheres em vulnerabilidade e planeja formar 20 mil até 2030

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Startup maranhense capacita mais de 5 mil mulheres em vulnerabilidade e projeta
formar 20 mil até 2030

A Ela Faz, criada em 2020 durante a pandemia, atua em 19 estados, tem 80% das
alunas relatando aumento de renda e expandiu atuação após estruturar modelo de
negócio.

A startup maranhense Ela Faz, que desenvolve uma plataforma de tecnologia
educacional voltada à qualificação profissional de mulheres e à promoção da
paridade de gênero, tornou-se um dos casos de sucesso impulsionados pela segunda
edição do Programa Centelha.

Presente em 19 estados brasileiros, com cursos presenciais e online, a empresa
já capacitou mais de 5 mil mulheres. Segundo a startup, 80% das participantes
relatam aumento de renda após a formação.

“Mais do que números, é sobre histórias de transformação. Mulheres que antes
não acreditavam no próprio potencial hoje lideram obras, empreendem e inspiram
suas comunidades”, afirma Lívia Viana, CEO da empresa.

A Ela Faz foi criada em 2020, durante a pandemia, pela empreendedora Lívia Viana.
Inicialmente, a iniciativa oferecia cursos e oficinas comunitárias focados em
reparos domésticos, elétrica básica, pintura e outras habilidades práticas. O
objetivo era apoiar mulheres em situação de vulnerabilidade social a
conquistarem autonomia, independência financeira e autoestima.

Com o aumento da demanda, surgiu a necessidade de estruturar o negócio. Foi
nesse contexto que a startup se inscreveu e foi aprovada no Programa Centelha. A
participação marcou a validação do modelo de negócio e possibilitou a criação da
plataforma digital, que atualmente leva capacitação a mulheres de todo o país.

Após integrar o programa, a empresa triplicou o número de turmas, expandiu a
oferta para cursos na modalidade de ensino a distância (EAD), firmou parcerias
com empresas da construção civil e prefeituras, além de lançar oficialmente a
plataforma digital Ela Faz. Em 2024, o ambiente online já soma mais de 2 mil
usuárias ativas.

“O programa foi um divisor de águas que nos ajudou a transformar nosso
propósito em uma operação sustentável”, destaca Lívia Viana.

Entre os reconhecimentos recebidos pela startup estão o Prêmio de Inovação
Social e a participação em editais como Mulheres Inovadoras e Sebrae Delas. O
faturamento anual atual varia entre R$ 300 mil e R$ 700 mil, com reinvestimento
direcionado à ampliação do impacto social.

A meta da empresa é ambiciosa. “Pretendemos capacitar 20 mil mulheres até 2030
e nos consolidar como a maior rede de formação técnica para mulheres do
Brasil”, completa a CEO.

PROGRAMA CENTELHA

Com inscrições abertas no Maranhão para a terceira edição, o Programa Centelha
incentiva a transformação de ideias inovadoras em negócios com potencial de
impacto econômico e social. A iniciativa é voltada a pessoas físicas e oferece
capacitações empreendedoras e recursos financeiros para desenvolvimento dos
projetos.

O programa é promovido pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI),
por meio da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Conselho Nacional de
Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), em parceria com o Conselho
Nacional das Fundações Estaduais de Amparo à Pesquisa (Confap) e a Fundação
CERTI.

Segundo Priscila Procópio, coordenadora de projetos do Centro de
Empreendedorismo Inovador da CERTI, o caso da Ela Faz reforça a importância da
iniciativa. “O sucesso da startup nascida fora do eixo tradicional de negócios
reforça a relevância do programa como alicerce para alavancar ideias com impacto
social transformador em todas as regiões do país”, ressalta.

Em duas edições, o Centelha já apoiou mais de 1.640 startups e envolveu mais de
65 mil empreendedores em todo o Brasil. Na terceira edição, o programa chega aos
26 estados e ao Distrito Federal, com expectativa de apoiar mais de 1.100
projetos em todo o país.

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