Violência: maioria dos homicídios no Vale do Paraíba e região têm relação com adegas, aponta PM
Levantamento mostra que 10% por centos do homicídios acontece dentro de adegas, e 52% até a 300 metros deste tipo de estabelecimento.
1 de 1 Homicídios em adegas preocupam forças de segurança no Vale do Paraíba. —
Foto: Reprodução/TV Vanguarda
A maioria dos homicídios registrados no Vale do Paraíba, Serra da Mantiqueira e Litoral Norte têm relação com adegas. O dado foi apresentado pela Polícia Militar durante uma entrevista coletiva das forças de segurança, nesta quarta-feira (11).
Segundo o comandante da PM na região, coronel Luiz Fernando Alves, a maior parte dos crimes ocorre dentro ou nos arredores desse tipo de comércio.
> “A gente observa essa interligação hoje com essas adegas, horários, porte ilegal de arma, tráfico, lavagem de dinheiro, em ambientes que acontecem sem controle e fiscalização. Então essa interligação é muito ruim. (Do total) 10% por cento dos homicídios acontecem dentro de adegas. E, hoje, 52% (dos homicídios) até a 300 metros de uma adega, no horário noturno, madrugada. E a gente percebe que, embora distante da adega, o ‘marginal’ que morreu ou que matou, estava dentro dessa localidade”.
Durante o evento, a Polícia Civil também divulgou números que indicam queda nos homicídios na região. Foram 308 casos em 2023, 283 em 2024 e 266 no ano passado.
ÚLTIMOS CASOS
Em dezembro, um dono de adega e de um galpão de reciclagem de 27 anos foi morto a tiros na Travessa Lagoinha, em Jacareí. Segundo o boletim de ocorrência, a vítima foi baleada por um suspeito encapuzado enquanto estava em frente ao galpão. O caso é investigado pela DIG de Jacareí, e a vítima não tinha antecedentes criminais.
Também em dezembro, um homem de 41 anos foi morto com um tiro na cabeça em Pindamonhangaba (SP). O crime aconteceu por volta das 2h, na Rua das Andorinhas, em frente a uma adega no bairro Triângulo.
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