Presidente da CPI do Crime Organizado quer quebra de sigilo de gestora ligada ao
Master
Fabiano Contarato (PT-ES) afirmou que ‘ninguém será blindado’ contra
investigações. Requerimentos devem ser votados no dia 24 de fevereiro.
O senador Fabiano Contarato (PT-ES), presidente da CPI do Crime Organizado,
apresentou nesta quinta-feira (12) uma série de requerimentos para aprofundar as
investigações sobre a gestora de investimentos Reag, ligada ao Banco Master.
A comissão apura suspeitas de lavagem de dinheiro e conexões entre o sistema
financeiro e organizações criminosas.
Entre as medidas solicitadas pelo parlamentar estão:
* Quebra de sigilos: bancário, fiscal, telefônico e telemático da Reag e de seu
fundador, João Carlos Mansur;
* Convocação: pedido para que Mansur preste depoimento ao colegiado;
* Dados do Banco Central: envio do processo administrativo integral que levou à
liquidação extrajudicial da instituição.
‘NINGUÉM SERÁ BLINDADO’, DIZ PRESIDENTE DA CPI
Contarato anunciou que a CPI deve votar esses e outros requerimentos polêmicos
na próxima reunião, marcada para o dia 24 de fevereiro.
Na pauta, também estão incluídos pedidos de convocação de José Carlos Dias
Toffoli e José Eugênio Dias Toffoli, irmãos do ministro do Supremo Tribunal
Federal (STF) Dias Toffoli.
O presidente da CPI afirmou que “ninguém será blindado” contra as investigações
do colegiado.
HISTÓRICO DE OPERAÇÕES
As suspeitas que pesam sobre a Reag e o Banco Master não são recentes. No texto
dos requerimentos, Contarato destacou que a gestora já foi alvo de operações de
grande escala:
* Operação Carbono Oculto (agosto de 2025): Investigou fraudes bilionárias no
setor de combustíveis com participação do PCC.
* Operação Compliance Zero: A Polícia Federal aponta que a Reag teria sido
utilizada para desviar valores do Banco Master em um esquema de fraudes
financeiras estimado em R$ 12 bilhões.
Para o senador, é papel da CPI entender como o mercado de capitais pode estar
sendo “instrumentalizado para conferir aparência de legalidade a operações
ilícitas”.
PRÓXIMOS PASSOS
A votação dos requerimentos no dia 24 vai definir o ritmo da comissão para o
primeiro semestre de 2026.
Caso aprovadas, as quebras de sigilo permitirão que os consultores da CPI
analisem as operações financeiras entre a gestora e empresas de fachada ligadas
ao crime organizado.




