Após audiência de custódia, a Justiça manteve a prisão dos oito vereadores de Turilândia envolvidos no desvio de R$ 56 milhões. A decisão foi tomada após descumprirem as medidas impostas anteriormente, como monitoramento eletrônico e proibição de comunicação entre os investigados. Os vereadores tiveram a prisão domiciliar convertida em prisão preventiva.
Os parlamentares de Turilândia foram presos por descumprir as medidas cautelares impostas. Na audiência de custódia realizada, a Justiça do Maranhão manteve a prisão dos oito vereadores que são suspeitos de participar de um esquema de corrupção que desviou mais de R$ 56 milhões da Prefeitura local. O prefeito da cidade, Paulo Curió, também está preso suspeito de comandar o esquema.
A decisão de prisão preventiva dos vereadores foi tomada pela 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão. Os vereadores serão transferidos ao Presídio de Pinheiro, ficando à disposição da Justiça. A prisão preventiva foi convertida em medidas menos severas em 2015, mas os vereadores descumpriram as condições estabelecidas.
O governador do Maranhão anunciou o defensor público Thiago Josino Carrilho de Arruda Macêdo como interventor do município de Turilândia. A intervenção terá um prazo inicial de 180 dias, podendo ser prorrogada, com o objetivo de restabelecer a normalidade constitucional, garantindo a prestação de serviços públicos essenciais e o cumprimento das decisões judiciais.
O Ministério Público denunciou o prefeito de Turilândia, Paulo Curió, e outros envolvidos por suspeita de desvio de R$ 56 milhões. A operação investiga a participação de autoridades locais e empresários em crimes como organização criminosa, fraude em licitação, corrupção ativa e passiva, peculato e lavagem de dinheiro. A defesa dos envolvidos contesta as novas prisões.
A organização criminosa atuava na estrutura administrativa municipal desde 2021, desviando recursos públicos por meio de contratos fraudulentos, corrupção, lavagem de dinheiro, entre outros crimes. O MPMA denunciou o prefeito, vice-prefeita, ex-vice-prefeita, familiares e políticos locais por participação no esquema. As investigações continuam para esclarecer a extensão dos crimes cometidos.
A intervenção em Turilândia visa restabelecer a ordem constitucional na cidade, afetada pelos desvios milionários. A atuação da organização criminosa prejudicou a prestação de serviços públicos essenciais, afetando a população local. A Justiça está conduzindo o caso para responsabilizar os envolvidos e recuperar os recursos desviados, garantindo a transparência e o cumprimento da lei.




