Os Estados Unidos suspenderam a ofensiva migratória em Minneapolis após assassinatos cometidos pelo ICE e pressão popular. O recuo foi anunciado por Tom Homan, enviado de Trump, após a morte de cidadãos americanos provocar protestos massivos na cidade. A decisão foi tomada em 12 de fevereiro de 2026, às 16h31. As manifestações contra o ICE nos Estados Unidos têm sido intensas.
O governo dos Estados Unidos suspendeu a campanha violenta de “fiscalização imigratória” em Minneapolis, conforme o anúncio do enviado do presidente Donald Trump, Tom Homan, nesta quinta-feira. A decisão ocorre após os protestos desencadeados pelo assassinato de dois cidadãos americanos por agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) no município. Homan permanecerá na cidade por mais algum tempo para acompanhar o encerramento das atividades e a transição operacional. Desde dezembro, agentes de imigração foram mobilizados na cidade, impactando o cotidiano dos moradores.
A mobilização popular aumentou após dois assassinatos ocorridos durante operações do ICE em menos de três semanas. Renee Good, mãe de 37 anos, morreu após ser baleada, e Alex Pretti, enfermeiro da mesma idade, morreu após ser alvejado pelo ICE. O clima de luto e revolta segue na cidade, que realizou recentemente uma vigília em homenagem às vítimas. Uma semana antes do anúncio do encerramento, Homan informou a retirada imediata de 700 agentes de imigração da cidade. Um número reduzido de funcionários permanecerá para finalizar os trabalhos e transferir o comando ao escritório local. A operação deteve cerca de 4.000 imigrantes.
Os protestos massivos em Minneapolis e a pressão popular foram determinantes para a suspensão da ofensiva do ICE. A cidade tem sido palco de manifestações intensas em repúdio aos assassinatos cometidos por agentes federais. Com o anúncio do recuo enviado por Tom Homan, a expectativa é de que a militarização migratória na região seja reduzida. A presença agressiva e abusiva do ICE causou medo entre os moradores, que ficavam em casa temendo detenções. A retirada gradual dos agentes federais é vista como uma resposta às demandas da comunidade local.




