O Atlético-MG e Jorge Sampoli optaram por encerrar a permanência do técnico no clube nesta quinta-feira. Apesar dos resultados ruins da equipe, os motivos da saída de Sampaoli estão associados a questões extracampo, envolvendo os bastidores do clube. Entre os principais pontos de discordância, estavam os pedidos de Sampaoli por reforços que não se encaixavam no perfil do clube e pela saída de Hulk, além da falta de adaptação às características do elenco e do desgaste na relação com a diretoria atleticana. Sampaoli assumiu o Atlético-MG em setembro de 2025, ciente do cenário financeiro restrito do clube. Mesmo assim, ao final da temporada, intensificou suas solicitações por reforços de alto nível, seguindo uma abordagem similar a de outros clubes por onde passou. Embora o Atlético-MG tenha investido em atletas como Alan Minda, Renan Lodi, Preciado e Maycon, segundo Sampaoli, as contratações eram insuficientes. O treinador não se mostrava receptivo às opções apresentadas pelo clube e fazia pedidos questionáveis, o que gerava conflitos. Um exemplo disso foi a insistência de Sampaoli em solicitar a contratação de um volante tradicional, um número 5, sem se adaptar aos jogadores da posição disponíveis no elenco. Além disso, ele constantemente pedia a saída do atacante Hulk, mesmo após a questão ter sido tratada internamente e o jogador decidir permanecer no clube. Os atritos entre Sampaoli e a diretoria atleticana se intensificavam, com troca de críticas e um clima tenso no ambiente de trabalho. Apesar das exigências do treinador, Hulk era titular e capitão da equipe. A relação conturbada entre Sampaoli e os dirigentes culminou em sua demissão, marcando o fim de um ciclo conturbado no Atlético-MG. Os resultados negativos em campo também contribuíram para a decisão, mas as discordâncias nos bastidores foram determinantes para o término do contrato. O clube agora busca um novo treinador que se alinhe melhor com as características do elenco e evite conflitossemelhantes no futuro.




