O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), fez uma intervenção formal junto a ministros do STF (Supremo Tribunal Federal) buscando a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para prisão domiciliar. Bolsonaro está cumprindo pena em regime fechado desde novembro de 2025. Durante uma série de reuniões técnicas em Brasília, realizadas na última quarta-feira (11 de fevereiro de 2026), Tarcísio apresentou o pedido aos ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Cristiano Zanin e Gilmar Mendes.
Durante um evento de anúncio de obras em Guarulhos, região metropolitana da capital paulista, Tarcísio afirmou: ‘O presidente não tem condições de saúde para permanecer no regime fechado, sendo necessário que esteja com sua família e receba a melhor assistência possível.’ Para o governador, a transferência para o regime domiciliar é totalmente viável, citando precedentes recentes do Supremo, como o caso de Fernando Collor em maio de 2025.
Tarcísio acredita que a concessão da prisão domiciliar a Bolsonaro não constitui uma exceção política, mas sim uma aplicação imparcial da lei para ex-mandatários com problemas de saúde. Ele alega que em Brasília há um movimento em construção que entende que manter Bolsonaro em regime fechado vai contra princípios humanitários básicos.
Mesmo com o destaque para o caso de Bolsonaro, a presença de Tarcísio no STF tinha como motivo oficial a renegociação da dívida de São Paulo com a União por meio do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag). Com a validação do novo contrato de renegociação pelo ministro André Mendonça, o governo paulista prevê uma economia de R$ 1 bilhão mensalmente. Tarcísio utiliza sua influência no Supremo também para agilizar questões econômicas.
Além disso, o governador anunciou que receberá o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no Palácio dos Bandeirantes após o Carnaval para discutir as estratégias da pré-campanha presidencial de 2026. O encontro contará com a presença de Rogério Marinho (PL-RN), coordenador da pré-campanha de Flávio. Tarcísio reforçou o compromisso com a chapa do PL, mesmo diante de especulações sobre sua própria candidatura à presidência, numa tentativa de acalmar a ala mais radical do bolsonarismo.




