A Loucura Suburbana, bloco tradicional do Rio de Janeiro, desfila pelas ruas do Engenho de Dentro com o objetivo de integrar pacientes da rede de saúde mental da cidade com as comunidades locais, vizinhança e foliões. Com uma tradição de 26 anos, o bloco apresenta um enredo estruturado em três eixos: Baluartes, Território e Loucura, que exploram a ancestralidade, a identidade do grupo e a ocupação simbólica do espaço urbano.
O desfile da Loucura Suburbana é o último dos blocos da saúde mental a ganhar as ruas durante o carnaval de rua em 2025. Antes dele, outros blocos como Zona Mental, Tá Pirando, Pirado, Pirou! e Império Colonial também proporcionaram integração e terapia ocupacional para os pacientes, através de oficinas de música, adereços e artesanato. Os enredos dos blocos sempre destacam a inclusão e o respeito, fortalecendo os laços entre os participantes.
Além de proporcionar momentos de alegria e integração, os blocos da saúde mental têm um papel importante na terapia ocupacional dos pacientes. A produção dos desfiles muitas vezes é realizada em oficinas ligadas aos centros de atenção psicossocial, contribuindo para o bem-estar e a inclusão social dos participantes. Essas iniciativas não apenas promovem a arte e a cultura, mas também demonstram o potencial transformador do carnaval como ferramenta terapêutica.
O Rio de Janeiro conta com uma diversidade de blocos de rua que fazem parte da programação do carnaval. Com 238 blocos desfilando entre sexta de carnaval e a Quarta-Feira de Cinzas, os foliões têm diversas opções para aproveitar a festa. A Loucura Suburbana, ao desfilar na Zona Norte, contribui para a celebração da diversidade e inclusão, promovendo a integração entre diferentes públicos e fortalecendo os laços com a comunidade local.
Durante o pré-carnaval no Rio de Janeiro, mais de 100 blocos se apresentaram, aquecendo os foliões para a festa oficial. A Loucura Suburbana, com suas cores e alegria, se destaca como um exemplo de como a arte e a cultura podem ser instrumentos poderosos de transformação e inclusão social. A participação dos pacientes da rede de saúde mental nos desfiles mostra que a folia é para todos, reforçando a importância da diversidade e do respeito no cenário carnavalesco da cidade.




