Médico e advogado são esfaqueados após saírem do Metrô Higienópolis-Mackenzie;
vítimas suspeitam de homofobia
Casal foi atacado na Rua da Consolação, Centro de SP. Médico teve pescoço
cortado e pulmão perfurado e está internado. Advogado foi ferido na cabeça e foi
liberado. Agressores fugiram.
Um médico de 28 anos e o namorado dele, um advogado de 27 anos, foram
esfaqueados por um grupo de três homens, no último sábado (7), momentos após
saírem da Estação do Metrô Higienópolis-Mackenzie, no Centro de São Paulo.
Os agressores fugiram sem levar nada. O casal suspeita que tenha sido vítima de
homofobia.
O médico teve o pescoço cortado, o pulmão furado e precisou ser internado no
Hospital das Clínicas (HC), onde coincidentemente faz residência em
endocrinologia. Ele foi operado, ficou alguns dias na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) e atualmente segue num quarto hospitalar, sem previsão de alta
médica. “Seu estado de saúde é estável”, informa trecho do comunicado do HC
enviado ao DE.
O advogado teve um corte na cabeça, tomou pontos e foi liberado no mesmo dia.
Ele não quis falar com a equipe de reportagem.
O ataque aconteceu em frente a um prédio na Rua da Consolação, a cerca de 30
metros da estação. Eles suspeitam que possam ter sido seguidos.
Um médico de 28 anos e o namorado dele, um advogado de 27 anos, foram
esfaqueados por um grupo de três homens, no último sábado (7), momentos após
saírem da Estação do Metrô Higienópolis-Mackenzie, no Centro de São Paulo.
Os agressores fugiram sem levar nada. O casal suspeita que tenha sido vítima de
homofobia.
O médico teve o pescoço cortado, o pulmão furado e precisou ser internado no
Hospital das Clínicas (HC), onde coincidentemente faz residência em
endocrinologia. Ele foi operado, ficou alguns dias na Unidade de Terapia
Intensiva (UTI) e atualmente segue num quarto hospitalar, sem previsão de alta
médica. “Seu estado de saúde é estável”, informa trecho do comunicado do HC
enviado ao DE.
O advogado teve um corte na cabeça, tomou pontos e foi liberado no mesmo dia.
Ele não quis falar com a equipe de reportagem.
O ataque aconteceu em frente a um prédio na Rua da Consolação, a cerca de 30
metros da estação. Eles suspeitam que possam ter sido seguidos.
O médico enviou um áudio ao DE para contar o que ocorreu. “A gente pegou o metrô
e desceu. É perto da minha casa a estação Higienópolis Mackenzie. A gente saiu
da estação na Rua Consolação. Estava escura a rua, parece que a iluminação
pública não estava funcionando. A gente começou a andar pela rua”, disse.
Segundo ele, havia bastante gente seguindo no mesmo sentido e, por volta de 30
metros depois da estação, ele ouviu o namorado gritar ao lado dele.
Quando eu virei, ele tinha sido puxado para trás por alguém, eu não consegui ver
se era mais de uma pessoa. Só sei que o homem que tava do lado dele me esfaqueou
na região do pescoço. A gente não teve tempo de reação, nem de entender o que
estava acontecendo.
— Médico atacado
O médico contou que não foi anunciado assalto: “A gente não foi abordado em
relação ao assalto. A gente até pensou na possibilidade de um ato de homofobia”.
Os dois foram socorridos policiais militares que passaram pelo local. “Eu já
tava ficando muito cansado, eu tava realmente com dificuldade para respirar.
Então, foi essencial que eles conseguiram me trazer rapidamente para cá”,
afirmou.
O médico contou que passou por cirurgia para estancar o sangramento. “Teve lesão
dessas duas veias, que é a veia jugular interna e a braquicefálica e lesão do
pulmão à esquerda”.
O caso foi registrado como tentativa de homicídio no plantão do 78º Distrito
Policial (DP), nos Jardins. A investigação será feita pelo 4º DP, Consolação. A
delegacia busca câmeras de segurança que possam ter gravado o crime. A Polícia
Civil tenta identificar e prender os agressores, que fugiram sem roubar nada das
vítimas (saiba mais abaixo).
ADVOGADA DAS VÍTIMAS
Por meio de nota, a advogada das vítimas, Ana Clara Valone, classificou o caso
como um “grave ataque sofrido por dois jovens, vítimas de agressão mediante uso
de instrumento perfurocortante, possivelmente arma branca, ocorrido enquanto
retornavam de um passeio comum, sem qualquer indício de prática de crime
patrimonial”.
> “Diante da dinâmica dos fatos e da ausência de motivação aparente, não se
> descarta a hipótese de crime motivado por discriminação, inclusive por
> orientação sexual, circunstância que será devidamente apurada no curso das
> investigações”, continua o comunicado.
A advogada informou ainda que “acompanhará rigorosamente o andamento das
investigações, com o objetivo de assegurar a responsabilização criminal dos
envolvidos e a devida reparação às vítimas.”
O QUE DIZ A PASTA DA SEGURANÇA
Por meio de nota, a Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que “o caso é
investigado pelo 4º Distrito Policial (Consolação), que instaurou inquérito
policial.”
“A equipe da unidade permanece empenhada em diligências, na coleta de
depoimentos das vítimas e testemunhas, analisa imagens e aguarda laudos
periciais com o objetivo de identificar e responsabilizar os envolvidos no
crime”, informa o comunicado da SSP.
O DE procurou também a Via Quatro, concessionária que administra a Linha 4
Amarela, onde está a Estação Higienópolis-Mackenzie, para comentar o assunto e
aguarda posicionamento.



