Após a saída de Toffoli, o ministro André Mendonça assumiu a relatoria do caso Master no Supremo Tribunal Federal (STF) e agora tem a responsabilidade de se inteirar do que foi feito e apurado até o momento. Além disso, cabe a ele decidir sobre o nível de sigilo do caso e também sobre uma eventual mudança de foro, ou seja, se o caso permanece no STF ou se será devolvido para a Justiça Federal (primeira instância).
A decisão de transferir a relatoria do caso para Mendonça foi comunicada pelo próprio STF após uma reunião dos ministros. Essa mudança ocorre em meio aos avanços das investigações da Polícia Federal sobre o caso Master. Após a redistribuição do processo, que já está nas mãos do novo relator, é importante entender a cronologia dos acontecimentos e os próximos passos a serem tomados.
O inquérito sobre a operação BRB na compra do Master e a segunda fase da Compliance Zero são alguns dos processos que passaram para a responsabilidade de Mendonça. Entre as incumbências do novo relator está a análise do relatório da Polícia Federal que traz menções sobre o ministro nas conversas encontradas no celular do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master.
No comunicado feito pelo STF, os ministros afirmaram que não há cabimento para a arguição de suspeição em relação a Toffoli. A decisão de manter os atos praticados por Toffoli no inquérito e cabe ao novo relator, Mendonça, tomar novas decisões no caso. A análise do relatório que a Polícia Federal deve enviar com o nome de autoridades com foro privilegiado será um dos itens a serem considerados por Mendonça.
As investigações sobre irregularidades na gestão do Banco Master chegaram ao STF em dezembro do ano passado, quando Toffoli decidiu que o caso tramitaria na Suprema Corte devido aos indícios envolvendo uma pessoa com foro privilegiado. Inicialmente, o caso estava sob responsabilidade da Justiça Federal em Brasília e envolvia a operação de compra do banco pelo BRB.
Toffoli determinou depoimentos, acareações e autorizou a prorrogação das investigações. Além disso, em janeiro, uma operação da Polícia Federal foi autorizada pelo ministro para investigar um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master, com buscas em endereços ligados ao controlador da instituição e familiares.




