A Câmara de Turilândia decidiu convocar suplentes para assumirem as vagas deixadas por oito vereadores presos por um desvio de R$ 56 milhões. A convocação dos suplentes é resultado de uma decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) que decretou a prisão preventiva dos vereadores envolvidos no esquema. Os suplentes convocados têm um prazo de 48 horas para assumirem seus cargos, caso contrário, perderão a oportunidade para o próximo da lista.
Os vereadores presos, que descumpriram medidas cautelares, estão sendo investigados por participarem de um esquema que desviou mais de R$ 56,6 milhões da Prefeitura de Turilândia. Eles estão detidos no Presídio de Pinheiro, junto com o prefeito da cidade, Paulo Curió, que está preso desde o ano passado sob suspeita de comandar o esquema.
A Justiça determinou a prisão dos vereadores por violarem medidas impostas em dezembro de 2025, como o uso da tornozeleira eletrônica e a proibição de contato com outros investigados. Dois vereadores, que não descumpriram as restrições, foram excluídos do pedido de prisão.
Além disso, o Ministério Público do Maranhão denunciou o prefeito, a vice-prefeita, a ex-vice-prefeita e sete familiares por suspeita de desvio de recursos públicos. A denúncia foi enviada ao Tribunal de Justiça para análise. A Operação Tântalo II investiga o desvio de R$ 56,3 milhões dos cofres públicos, envolvendo empresas de fachada criadas pelo prefeito e seus aliados políticos.
Diante do cenário de corrupção, o governador do Maranhão nomeou um defensor público como interventor de Turilândia, visando restabelecer a ordem e a transparência na administração pública. A intervenção durará 180 dias e abrangerá apenas o Executivo, enquanto a Câmara continuará funcionando normalmente. O interventor terá 90 dias para apresentar um relatório sobre a situação.
A defesa dos vereadores presos alegou que as novas prisões são ilegais, pois os acusados já estavam cumprindo prisão domiciliar com monitoramento por tornozeleira eletrônica. A defesa confia na reparação da ilegalidade e na restauração da justiça e da liberdade dos parlamentares envolvidos no caso.
Em suma, a situação em Turilândia evidencia a gravidade dos esquemas de corrupção que permeiam a política local. As medidas judiciais e a intervenção buscam trazer transparência e responsabilizar os envolvidos pelos desvios milionários, a fim de garantir que a justiça seja feita e que os recursos públicos sejam utilizados de forma correta.




