Ex-policial ameaça jurados durante julgamento por assassinato: caso em destaque em São José do Rio Preto

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O júri do ex-policial militar Eduardo José de Andrade, de 24 anos, foi anulado depois que ele ameaçou cortar a cabeça da juíza e dos jurados durante a sessão realizada por videoconferência em São José do Rio Preto (SP). A ameaça ocorreu após o réu confessar o assassinato de Tiago de Paula, de 32 anos, a tiros, e declarar que pretende continuar matando outras pessoas. A atitude provocou a interrupção da audiência pela juíza, que questionou os jurados sobre sua segurança, levando ao cancelamento do julgamento.

Durante a videoconferência, Eduardo fez também ameaças graves aos jurados responsáveis por sua condenação anterior, em fevereiro de 2025, pelo assassinato de João Gonçalves Filho, de 39 anos. O réu afirmou que cortaria a cabeça de três homens e quatro mulheres presentes na sessão. A reação imediata da juíza diante das ameaças resultou na anulação do júri e na falta de definição de uma nova data para o julgamento de Eduardo, que permanece detido no Centro de Detenção Provisória Guarulhos II.

Na ocasião do crime, Eduardo estava de folga da Polícia Militar, mas utilizou uma arma da corporação para assassinar Tiago, disparando pelo menos sete tiros contra a vítima, que estava sentada na calçada em frente à casa. A investigação ainda revelou que o réu, junto com Pierre Henrique de Souza, é responsável pelo homicídio de João Gonçalves Filho em Cedral, motivado por uma dívida de drogas e resultando na condenação de Eduardo a 29 anos de prisão em regime fechado.

Além disso, Eduardo possui antecedentes criminais por tráfico de drogas, o que levou à perda de seu cargo de policial militar e demais funções públicas. A sentença de pronúncia emitida em junho do ano passado descreve o réu como autor de homicídio qualificado por motivo fútil e recurso que dificultou a defesa da vítima. O desfecho do caso chama atenção para a gravidade dos crimes cometidos e a necessidade de punições adequadas para garantir a justiça e a segurança da sociedade.

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