Justiça aceita denúncia do Ministério Público contra PMs suspeitos de torturar colega no Distrito Federal
O caso ocorreu em abril de 2024, quando um soldado precisou ser internado em uma UTI após 8 horas de agressão. A vítima relatou ter sido torturada dentro de um batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal.
A Justiça do Distrito Federal acatou, em 6 de fevereiro, a denúncia do Ministério Público contra 14 policiais militares suspeitos de torturarem um colega dentro do Batalhão de Choque. O episódio tem como data o dia 22 de abril de 2024.
Durante a agressão, o soldado Danilo Martins foi obrigado a ingerir café com pimenta, teve punhos e joelhos pisoteados, além de receber espuma nos olhos e pauladas. Os abusos foram tão extremos que ele precisou ser hospitalizado em uma UTI. Os acusados responderão a ações penais devido à denúncia do MP.
Os 14 policiais envolvidos chegaram a ser detidos em abril de 2024 e transferidos para o presídio militar, mas foram libertados em maio do mesmo ano. Entre os acusados estão oficiais de diferentes patentes, incluindo tenentes, sargentos e soldados.
O soldado Danilo descreveu as agressões sofridas, que incluem gás lacrimogêneo e de espuma jogados em seu rosto, obrigação de tomar café com sal e pimenta, além de golpes com chutes e pauladas em várias partes do corpo. Os traumas físicos decorrentes das agressões foram graves, afetando rins, músculos, menisco, disco cervical e regiões lombar e cerebral.
A recusa de Danilo em assinar um documento para desistir do curso de patrulhamento resultou no início das agressões contra ele por parte do tenente coordenador. O Ministério Público atribui ao comandante da unidade a responsabilidade pela iniciativa das agressões.
É fundamental acompanhar de perto as investigações desse caso inaceitável de violência dentro da corporação. Nosso compromisso é garantir a punição dos culpados e a reparação dos danos causados ao soldado agredido. A Justiça deve ser feita e a integridade dos membros das forças de segurança deve ser preservada. Juntos, devemos combater qualquer ato de abuso e violência, garantindo um ambiente de respeito e profissionalismo nas instituições responsáveis pela segurança da sociedade.




