Vídeo mostra momento em que homem ataca mulheres muçulmanas com socos em shopping do Paraná
Homem de 33 anos foi preso em flagrante por lesão corporal e racismo. Vítimas são estrangeiras e contaram que o homem proferiu xingamentos discriminatórios. Uma das mulheres teve o véu arrancado. Agressor alegou problemas psiquiátricos.
Mulheres muçulmanas são agredidas e uma delas tem hijab arrancado em ataque de intolerância
Câmeras de segurança registraram as agressões cometidas por Augusto César Vieira contra duas mulheres muçulmanas dentro de uma loja em um shopping de Foz do Iguaçu, no oeste do Paraná. Assista ao vídeo acima.
O ataque aconteceu na tarde de quinta-feira (12). O suspeito, de 33 anos, foi contido por seguranças e preso em flagrante por lesão corporal e racismo.
Nas imagens é possível observar o momento em que o homem entra na loja e discute verbalmente com as vítimas. Em seguida, ele ataca uma das mulheres com socos. A outra tenta intervir e ele passa a agredi-la também.
Pessoas que estavam no local tentam chamar os seguranças do estabelecimento. As agressões continuam e ele arranca o hijab de uma das vítimas. A peça de vestuário é um véu islâmico usado por algumas mulheres como expressão de fé religiosa.
Com a chegada dos seguranças do shopping, o homem ergue os braços, deixa a loja e vai em direção a saída do shopping. Do lado de fora, ele foi parado por testemunhas.
As duas mulheres sofreram ferimentos e precisaram de atendimento médico. As duas são estrangeiras, uma de nacionalidade libanesa e outra síria, e fazem parte da comunidade árabe em Foz do Iguaçu. A cidade tem a segunda maior comunidade árabe do Brasil.
HOMEM TEM HISTÓRICO DE ATAQUES DISCRIMINATÓRIOS, SEGUNDO A POLÍCIA
Câmeras registraram as agressões cometidas por Augusto César Vieira contra duas mulheres muçulmanas dentro de uma loja em um shopping de Foz do Iguaçu.
Em depoimento, tanto as vítimas quanto testemunhas relataram que o homem proferiu xingamentos de cunho discriminatório.
Ele foi levado à Central de Flagrantes da 6ª Subdivisão Policial, onde foi autuado em flagrante pelos crimes de lesão corporal e racismo.
Pela legislação brasileira, casos de intolerância religiosa podem ser enquadrados como crime de racismo. A lei prevê punição para práticas discriminatórias motivadas por raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.




