Os ambulantes afirmam que a venda ilegal de vagas tem prejudicado aqueles que
dependem da atividade para garantir o sustento de suas famílias. Além disso, a
prática irregular cria um ambiente desigual e prejudica a livre concorrência entre
os vendedores ambulantes, que muitas vezes são microempreendedores individuais
em busca de uma oportunidade de trabalho.
Diante da denúncia, os ambulantes cobram uma fiscalização mais efetiva por parte dos
órgãos competentes, como a Prefeitura de São Paulo e a Polícia Militar. No entanto,
segundo a PM, a corporação não foi acionada sobre o caso até o momento. A atuação
dos agentes fiscalizadores é fundamental para coibir práticas ilegais e garantir que
todos os ambulantes tenham condições igualitárias de trabalho durante eventos como
o Carnaval.
A venda de vagas na fila de credenciamento não só prejudica os ambulantes que não
podem pagar pelos lugares como também fomenta a corrupção e a desonestidade
entre os próprios trabalhadores. Além disso, a prática pode afetar a segurança e a
organização dos blocos de rua, uma vez que ambulantes sem autorização podem não
se submeter às normas estabelecidas para o comércio temporário.
É importante destacar que a atuação dos ambulantes é fundamental para a animação
e o sucesso dos eventos de grande porte, como o Carnaval de São Paulo. Por isso,
medidas devem ser tomadas para garantir que esses trabalhadores informais possam
exercer suas atividades de forma digna e sem serem prejudicados por práticas
ilegais. A conscientização dos próprios ambulantes sobre a importância da ética e
da legalidade nas suas atividades também é essencial para combater esse tipo de
problema.




