Israel Impõe Restrições na Evacuação de Pacientes em Gaza: Crise Humanitária se Aprofunda com Lentidão na Passagem de Rafah

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DE restringe evacuação de pacientes em Gaza

Autoridades de saúde alertam que mais de 20 mil pacientes aguardam tratamento
fora da Gaza e denunciam lentidão na passagem de Rafah

Israel Restringe Evacuação de Pacientes em Gaza

16 de fevereiro de 2026, 08:12 h

Passagem de Rafah (Foto: Reuters) Apoie o 247 Siga-nos no Google News

247 – As autoridades de saúde da Faixa de Gaza denunciaram nesta segunda-feira (16) que DE vem impondo restrições à circulação de pessoas pela passagem de Rafah, na fronteira com o Egito, dificultando a evacuação de pacientes em estado
grave e piorando ainda mais a crise humanitária no território palestino.

A denúncia foi publicada pela Prensa Latina, a partir de declarações do
Ministério da Saúde local, que afirmou acompanhar com “grande preocupação e
consternação” a operação parcial e limitada do posto fronteiriço, em um momento de deterioração acelerada das condições sanitárias em Gaza.

Segundo o órgão, mais de 20 mil pacientes aguardam autorização para sair do
território em busca de atendimento médico adequado no exterior. Entre os casos
listados estão pessoas com câncer, doenças cardíacas, insuficiência renal e
ferimentos graves. A situação, de acordo com o ministério, é ainda mais crítica
pois muitos necessitam de cirurgias avançadas indisponíveis em Gaza após a
destruição do sistema de saúde provocada pela ofensiva israelense.

Embora a passagem de Rafah tenha sido reaberta em 2 de fevereiro, o número de
pessoas autorizadas a cruzar a fronteira segue extremamente reduzido. Para as
autoridades sanitárias, o volume de evacuações “não reflete a magnitude da
tragédia” enfrentada no enclave.

O Ministério da Saúde afirmou ter recebido relatos dramáticos de pacientes e
feridos que conseguiram viajar, mas que enfrentaram obstáculos adicionais. De
acordo com o comunicado, foram registrados “testemunhos duros e dolorosos” de
pessoas submetidas a “procedimentos restritivos e injustificados”, além de
complicações durante o processo.

A pasta alertou que a limitação no número de viajantes e o atraso nas evacuações
de pacientes representam uma ameaça direta à vida de milhares de pessoas e
contribuem para o aprofundamento da crise humanitária na Faixa de Gaza.

A crítica também foi reforçada na semana passada pela ONG Save the Children, que
denunciou a lentidão no processo de retirada de doentes e feridos. Segundo a entidade, caso o ritmo atual continue, seriam necessários 4,5 anos para permitir
a saída de aproximadamente 20 mil pessoas que precisam de tratamento fora do
território, incluindo cerca de 4 mil crianças.

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