Diretora de tamborins da Beija-flor pede representatividade feminina no carnaval
‘Somos poucas, mas boas que cobram, que pontuam, que militam’, declara Laísa Lima.
Laísa Lima, diretora de tamborins da Beija-Flor, expressa sua expectativa por maior presença de mulheres no mundo do carnaval, especialmente no Grupo Especial do Rio de Janeiro. Como primeira mestra de bateria mulher a reger uma escola na Intendente Magalhães, ela busca ampliar o espaço e reconhecimento para as mulheres neste cenário tão tradicional.
Com Laísa sendo neta de Laíla, sua ligação com o universo do samba é familiar e profunda. Com uma experiência de três anos como mestra de bateria na Intendente Magalhães, ela traz consigo um histórico de dedicação e paixão pelo carnaval, desfilando na Série Prata.
Apesar dos desafios enfrentados ao longo deste ano, Laísa destaca o acolhimento e apoio que encontrou na Arranco do Engenho de Dentro, onde sua presença como mestra foi valorizada e reconhecida. Ela ressalta a importância de ter uma mulher liderando uma bateria e a necessidade de quebrar tabus existentes na sociedade.
Ao solicitar mais oportunidades para as mulheres ocuparem cargos de liderança no carnaval, Laísa faz um apelo aos gestores, presidentes e diretores a abrirem espaço para o talento feminino se destacar. Com uma década de experiência como única diretora mulher na bateria da Beija-Flor, ela evidencia a importância da luta constante por igualdade e representatividade.
No Grupo Especial, Laísa reconhece a presença restrita de mulheres, mas enfatiza que aquelas que estão presentes são determinadas, engajadas e comprometidas em promover a inclusão de mais mulheres neste universo. Sua atuação como diretora exemplifica a força e a garra necessárias para enfrentar os desafios e estabelecer um ambiente mais diverso e inclusivo.
Ao relembrar seu sonho de desfilar no carnaval aos 10 anos e a magnitude que isso tomou em sua vida, Laísa destaca a importância de persistir e lutar por seus objetivos. Sua trajetória é inspiradora e representa a voz das mulheres que buscam espaço e reconhecimento em um ambiente predominantemente masculino no mundo do samba.




