Cronologia do desaparecimento da família no RS: da suspeita à prisão de PM – Confira todos os detalhes aqui!

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Cronologia da família desaparecida no Rio Grande do Sul: confira passo a passo do sumiço à prisão de PM suspeito

Silvana Germann de Aguiar e seus pais, Isail e Dalmira, não são vistos desde o final de janeiro. Policial militar, que é pai do filho da mulher, foi preso. O DE montou linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação.

O que se sabe sobre o caso da família desaparecida no RS

O desaparecimento de Silvana Germann de Aguiar, 48 anos, e de seus pais, Isail Vieira de Aguiar, 69, e Dalmira Germann de Aguiar, 70, mobiliza a Polícia Civil desde o fim de janeiro, desencadeando uma investigação que busca esclarecer as circunstâncias e o paradeiro da família. O principal suspeito é o ex-marido de Silvana e policial militar, Cristiano Domingues Francisco, que está preso há uma semana. A prisão temporária tem prazo máximo de 30 dias. Em nota, a Brigada Militar informou que Cristiano será afastado do serviço policial. A investigação é acompanhada pela Corregedoria-Geral da corporação.

Silvana é filha única do casal e mora na mesma região deles. Ela se apresenta como vendedora de cosméticos e trabalha com os pais, que são donos de um pequeno mercado que funciona junto à residência da família. Isail Vieira de Aguiar e Dalmira Germann de Aguiar são descritos como queridos e tranquilos pelos parentes e vizinhos. Eles tinham um bom relacionamento com a filha. O DE montou a linha do tempo que detalha os principais acontecimentos da investigação. Confira:

Antes do sumiço:
– 2 de janeiro: Silvana Germann de Aguiar solicita, em um grupo de mensagens, o contato do Conselho Tutelar;
– 9 de janeiro: Silvana comparece ao Conselho Tutelar para registrar que seu ex-marido, o policial militar Cristiano Domingues Francisco, desrespeitava as restrições alimentares do filho do ex-casal.

O fim de semana dos desaparecimentos:
– 24 de janeiro (sábado): Silvana é vista pela última vez. Uma publicação em seu perfil nas redes sociais dizia que ela havia sofrido um acidente em Gramado, mas que estava bem. Segundo a polícia, o acidente nunca aconteceu e o objetivo da postagem seria despistar o desaparecimento. Imagens de uma câmera de segurança registraram uma movimentação atípica de veículos na noite de 24 de janeiro.
– 25 de janeiro (domingo): Alertados por vizinhos sobre a postagem, os pais de Silvana, Isail e Dalmira Aguiar, saem para procurar a filha. O casal de idosos tenta registrar o desaparecimento na delegacia distrital, mas a unidade estava fechada. Após saírem da delegacia, Isail e Dalmira não são mais vistos. O mercado da família fechou e não voltou a abrir.

Início das investigações:
– 27 e 28 de janeiro: As ocorrências de desaparecimento são registradas formalmente. O ex-marido, Cristiano Domingues Francisco, comunica o sumiço de Silvana, e uma sobrinha informa à polícia que os idosos também não foram mais vistos;
– 28 de janeiro: Cristiano comparece ao Conselho Tutelar para pedir que o filho fique sob sua guarda durante as investigações;
– 1º de fevereiro: Cristiano envia uma foto de dentro da casa dos sogros para uma conhecida, mostrando o veículo do casal;
– 3 de fevereiro: A polícia ouve seis pessoas, incluindo o ex-marido e sua atual companheira. Um projétil de arma de fogo é encontrado no pátio da casa dos idosos;
– 4 de fevereiro: A Polícia Civil confirma que trata o caso como crime, descartando sequestro por falta de pedido de resgate.

Perícias e prisão:
– 5 de fevereiro: A perícia coleta material na casa de Silvana, encontrando vestígios de sangue no banheiro e na área externa. “Encontraram vestígios diversos de material genético, além de impressões digitais (…) Sangue também. Todos esses vestígios foram devidamente colhidos por eles e agora seguem para análise no laboratório do IGP”, explica o delegado Anderson Spier, que está à frente da investigação;
– 7 de fevereiro: O celular de Silvana é localizado após denúncia anônima, escondido sob uma pedra em um terreno baldio próximo à casa dos pais;
– 9 de fevereiro: Reunião de autoridades confirma que o cartucho encontrado na casa dos idosos é de festim (munição não letal);
– 10 de fevereiro: Cristiano Domingues Francisco é preso temporariamente após quebra de sigilo telefônico indicar movimentação suspeita. A polícia revela a existência de áudios nos quais ele estaria tentando interferir na investigação. Familiares e amigos realizam um protesto e caminhada em Cachoeirinha pedindo solução para o caso. O filho de Silvana é encaminhado para a casa dos avós paternos.

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