Conceição Evaristo, renomada escritora brasileira, foi homenageada pelas escolas de samba Império Serrano e Unidos da Tijuca no Carnaval. Em meio aos enredos literários que trazem à avenida a vivência dos livros, Evaristo ressalta a importância de reconhecer a leitura e a escrita como direitos fundamentais. Para ela, a inclusão da literatura no Carnaval é uma forma de dar voz ao povo negro, destacando a potência que esses elementos representam.
Na Unidos da Tijuca, que homenageou Carolina Maria de Jesus, catadora de papel e escritora conhecida por expor a realidade da pobreza no Brasil, Conceição desfila e destaca a democratização da literatura promovida nesse espaço. O enredo que retrata a vida de Carolina Maria de Jesus ressalta a importância de dar visibilidade às histórias e experiências daqueles que foram marginalizados, trazendo um olhar sensível e crítico para questões sociais urgentes.
A presença da literatura brasileira na avenida é vista por Conceição Evaristo como um reconhecimento essencial de um setor fundamental da cultura do país. A autora acredita que trazer elementos literários para o Carnaval é uma forma de ampliar o acesso à leitura e de valorizar a produção literária brasileira, incluindo vozes que muitas vezes são silenciadas. Para ela, o encontro entre a beleza do desfile e a força das palavras é uma maneira de celebrar a diversidade e a riqueza cultural do Brasil.
Além de ser homenageada pela Unidos da Tijuca, Conceição Evaristo também foi tema do desfile da Império Serrano na Série Ouro. Sua contribuição para a literatura nacional e seu engajamento em questões sociais têm sido reconhecidos não apenas no campo literário, mas também no contexto do Carnaval carioca. A presença de Evaristo nas homenagens carnavalescas reforça a importância de valorizar e celebrar a história e a produção cultural afro-brasileira.
No desfile da Unidos da Tijuca, Maria Gal foi responsável por interpretar Carolina Maria de Jesus, em uma celebração da vida e obra da escritora. A presença de Conceição Evaristo ao lado da intérprete de Maria de Jesus destaca a conexão entre passado e presente, entre a literatura que denuncia as desigualdades sociais e o Carnaval que se torna palco para essas narrativas. A união entre literatura e festa popular evidencia a relevância de dar voz e espaço a histórias que resistem ao tempo e ecoam na sociedade atual.




