O Movimento de Resistência palestina, conhecido como Hamas, acusou Israel de violar um acordo e impor restrições na fronteira, especificamente na passagem de Rafah. Essas limitações têm colocado em risco a vida de milhares de pacientes e feridos que dependem da evacuação urgente para receber tratamento médico no exterior.
A passagem de Rafah, ponto crucial de saída da Faixa de Gaza para o Egito, tem sido alvo de tensões devido às restrições impostas por Israel, que não têm respeitado os mecanismos estabelecidos no acordo de cessar-fogo. Para o Hamas, as limitações ao tráfego de pessoas têm afetado especialmente aqueles que necessitam de tratamento médico urgente, com relatos de abusos durante o processo de retorno ao território palestino.
Segundo informações da agência Prensa Latina, o Hamas denuncia que a ocupação israelense está violando de forma flagrante os mecanismos de operação da passagem de Rafah previstos no acordo de cessar-fogo em vigor desde outubro do ano anterior. As acusações incluem violações sistemáticas, abusos físicos e psicológicos, e interrogatórios severos realizados pelo Exército israelense contra aqueles que retornam à Faixa de Gaza pelo lado egípcio.
O Movimento também critica Israel por não respeitar as quotas diárias estabelecidas para partidas e retornos de civis, o que, de acordo com o Hamas, coloca em risco a vida de milhares de pacientes e feridos que necessitam urgentemente de atendimento médico no exterior. A entidade reforça sua posição ao responsabilizar Israel pelas constantes violações do cessar-fogo e pelo controle exercido sobre o mecanismo de Rafah.
É evidente a preocupação do Movimento da Resistência palestina com a situação na passagem de Rafah e as consequências que as restrições impostas por Israel têm causado para a população local. A falta de respeito aos acordos estabelecidos e a violação dos direitos humanos são temas recorrentes nas denúncias feitas pelo Hamas, que busca chamar a atenção para a grave situação da região. É fundamental que a comunidade internacional acompanhe de perto esses acontecimentos e exerça pressão para garantir o cumprimento dos acordos e o respeito aos direitos humanos na região.




