Um vídeo chocante vem circulando nas redes sociais, mostrando um policial militar agredindo um adolescente de 16 anos durante uma abordagem no Setor Boa Vista, em Caçu, no sul de Goiás. O jovem estava sentado com um grupo de amigos que estariam realizando manobras arriscadas com motos sem placa antes da intervenção policial. Nas imagens, o adolescente aparece com as mãos na cabeça, sem oferecer resistência, enquanto o PM desfere tapas e socos, questionando de forma agressiva o comportamento do jovem.
A Polícia Militar de Goiás informou que está investigando o ocorrido e abriu um inquérito para apurar a conduta dos agentes envolvidos. A abordagem violenta do policial foi registrada em vídeo, que só ganhou repercussão dias após o episódio ter acontecido. Em entrevista ao DE, a mãe do adolescente agredido expressou sua indignação com a situação, ressaltando que nenhum filho merece passar por uma agressão daquela forma, e enfatizou que ele não possui habilidades para pilotar motos, estando apenas conversando com os amigos no momento da abordagem.
Outra mãe também relatou que seu filho, de 19 anos, foi abordado no mesmo dia e alega ter sido agredido com tapas durante a ação policial. As denúncias de agressões por parte da PM geraram revolta na comunidade e levaram a Polícia Militar do Estado de Goiás a divulgar uma nota oficial, informando a abertura de um Inquérito Policial Militar para investigar o comportamento dos policiais e esclarecer as circunstâncias do incidente. A corporação reforçou seu compromisso com a ordem pública e afirmou repudiar qualquer desvio de conduta por parte de seus agentes.
É importante ressaltar que casos de violência policial como esse levantam debates sobre a conduta das forças de segurança, a necessidade de treinamento adequado, respeito aos direitos individuais e a importância da transparência nas investigações. A sociedade espera que a apuração seja feita de forma justa e que medidas sejam tomadas para evitar que atos de violência injustificada se repitam no futuro. O respeito aos direitos e à integridade das pessoas deve ser prioridade em qualquer ação policial, garantindo a segurança e a confiança da população nas instituições responsáveis pela proteção da sociedade.




